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Entidades médicas se mobilizam para barrar atuação de formandos com baixo desempenho no Enamed

Entidades representativas da área médica intensificaram a mobilização para impedir que formandos de cursos de Medicina com desempenho insuficiente ingressem no exercício profissional.

Foto: Marcelo Camargo/ Agência BrasilEntidades representativas da área médica intensificaram a mobilização para impedir que formandos de cursos de Medicina com desempenho insuficiente ingressem no exercício profissional.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) avaliam medidas para barrar a atuação de cerca de 13 mil estudantes que obtiveram conceitos 1 e 2 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025 — notas consideradas abaixo do mínimo aceitável pela metodologia do próprio Ministério da Educação (MEC).

AVALIAÇÃO

Para a AMB, os resultados reforçam a urgência da criação de um exame nacional de proficiência médica como requisito obrigatório para o exercício da profissão.

A entidade defende que, sem a comprovação de competências mínimas, os egressos não deveriam receber registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). “De forma objetiva: se não houver comprovação de proficiência, não deve haver registro profissional, o que impede esses formandos de atender pacientes”, sustenta a associação.

FALHA ESTRUTURAL

A preocupação não se limita aos estudantes. Os dados do MEC também evidenciam falhas estruturais no ensino médico. Segundo o ministério, 107 faculdades de Medicina no país apresentam nível crítico ou insuficiente de qualidade, enquanto outras 80 atingem apenas critérios minimamente aceitáveis.

SITUAÇÃO ALARMANTE

O presidente do CFM, José Hiran Gallo, classifica a situação como alarmante. “Quando mais de um terço dos egressos de Medicina apresenta desempenho insuficiente segundo o próprio MEC, estamos diante de um problema estrutural gravíssimo. São mais de 13 mil graduados que receberão diploma e registro sem demonstrar competências mínimas para exercer a medicina. Isso coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros”, alertou.

Como medida de proteção à população, o CFM defende que todos os cursos de Medicina em funcionamento no país sejam obrigados a alcançar, no mínimo, conceito 4 nas avaliações oficiais — patamar que indica que ao menos 75% dos alunos obtiveram bom desempenho, conforme os critérios definidos pelo MEC.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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