Leia a coluna de Tom Barros

As emoções do futebol produzem reações diversificadas. Observem como, da noite para o dia, tudo pode mudar. Linha de pensamento válida para torcedores, jogadores, dirigentes… Ninguém está livre de um momento inesperado, que o leva a atitudes não imaginadas.
Da tristeza à alegria. Das lágrimas aos sorrisos. A conquista de um título gera apoteoses. São instantes do céu na terra. Momentos marcados para sempre no coração e nas lembranças eternas. No domingo, primeiro de fevereiro, no Estádio Mané Garrincha, o dirigente Marcelo Paz passou por uma situação assim.
O ex-CEO do Fortaleza, agora diretor executivo corintiano, não se conteve. Após a vitória do Corinthians sobre o Flamengo, com a conquista do título de supercampeão do Brasil, ele comemorou no gramado, junto aos atletas. E mais: a todos surpreendeu, cantando a plenos pulmões o hino do clube.
Marcelo é assim. Vibra com o que o futebol lhe oferece. Ninguém tem dúvida de que ele sabe, de cor e salteado, o hino do Fortaleza. Mas, o que chamou atenção foi a rapidez com que ele decorou o belo hino de seu novo clube.
Mescla
“Salve o Corinthians, campeão dos campeões. Eternamente, dentro dos nossos corações. Salve o Corinthians, de tradições e glórias mil. Tu és orgulho, dos desportistas do Brasil”. Fortaleza, clube de glória e tradição. Fortaleza, tantas vezes campeão. Fortaleza, querido, idolatrado, estás sempre guardado dentro do meu coração.
Repetição
No hino do Corinthians estão as palavras campeão, corações, tradições e glórias. No hino do Fortaleza estão as palavras campeão, coração, tradição, glória. O hino do Corinthians foi composto pelo radialista Lauro D’Ávila, com melodia de Edmundo Russomano. O hino do Fortaleza foi composto pelo dentista Jackson de Carvalho.
Alvinegro
O Marcelo Paz tricolor continuará tricolor, mas aqui no Estado do Ceará. Agora, o Marcelo Paz é alvinegro. E, pelo vídeo que vi, um alvinegro vibrante, cantante, atuante. Marcelo é pé-quente. Já chegou ganhando. E ganhando um título nacional logo diante do Flamengo. Não correrá o risco de se transformar em um alvinegro total?
Profissionalismo
A globalização do futebol, como espetáculo profissional, gerou uma transitoriedade inadmissível há algum tempo. O dirigente, excelente executivo, pode estar em um clube hoje, mas amanhã estar no seu maior rival. Em décadas passadas, isso seria impossível. Hoje, vejo que tudo é possível.
Técnico
Entre jogadores e treinadores, a transitoriedade já acontece há muitos anos. Exemplo clássico no nosso futebol: o tetracampeonato do Ceará, em 1978, foi comandado pelo técnico Moésio Gomes, um dos maiores ídolos da história do Fortaleza. E Moésio ganhou o tetra exatamente diante do Leão. Já, já, poderá acontecer com executivos…











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