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Marcelo Paz e o hino do Corinthians

As emoções do futebol produzem reações diversificadas. Observem como, da noite para o dia, tudo pode mudar. Linha de pensamento válida para torcedores, jogadores, dirigentes... Ninguém está livre de um momento inesperado, que o leva a atitudes não imaginadas.  

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barrosproducaodiario@svm.com.br

Legenda: Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians.
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

As emoções do futebol produzem reações diversificadas. Observem como, da noite para o dia, tudo pode mudar. Linha de pensamento válida para torcedores, jogadores, dirigentes… Ninguém está livre de um momento inesperado, que o leva a atitudes não imaginadas.

Da tristeza à alegria. Das lágrimas aos sorrisos. A conquista de um título gera apoteoses. São instantes do céu na terra. Momentos marcados para sempre no coração e nas lembranças eternas. No domingo, primeiro de fevereiro, no Estádio Mané Garrincha, o dirigente Marcelo Paz passou por uma situação assim.

O ex-CEO do Fortaleza, agora diretor executivo corintiano, não se conteve. Após a vitória do Corinthians sobre o Flamengo, com a conquista do título de supercampeão do Brasil, ele comemorou no gramado, junto aos atletas. E mais: a todos surpreendeu, cantando a plenos pulmões o hino do clube.

Marcelo é assim. Vibra com o que o futebol lhe oferece. Ninguém tem dúvida de que ele sabe, de cor e salteado, o hino do Fortaleza. Mas, o que chamou atenção foi a rapidez com que ele decorou o belo hino de seu novo clube.

Mescla

“Salve o Corinthians, campeão dos campeões. Eternamente, dentro dos nossos corações. Salve o Corinthians, de tradições e glórias mil. Tu és orgulho, dos desportistas do Brasil”. Fortaleza, clube de glória e tradição. Fortaleza, tantas vezes campeão. Fortaleza, querido, idolatrado, estás sempre guardado dentro do meu coração.

Repetição

No hino do Corinthians estão as palavras campeão, corações, tradições e glórias. No hino do Fortaleza estão as palavras campeão, coração, tradição, glória. O hino do Corinthians foi composto pelo radialista Lauro D’Ávila, com melodia de Edmundo Russomano. O hino do Fortaleza foi composto pelo dentista Jackson de Carvalho.

Alvinegro

O Marcelo Paz tricolor continuará tricolor, mas aqui no Estado do Ceará. Agora, o Marcelo Paz é alvinegro. E, pelo vídeo que vi, um alvinegro vibrante, cantante, atuante. Marcelo é pé-quente. Já chegou ganhando. E ganhando um título nacional logo diante do Flamengo. Não correrá o risco de se transformar em um alvinegro total?

Profissionalismo

A globalização do futebol, como espetáculo profissional, gerou uma transitoriedade inadmissível há algum tempo. O dirigente, excelente executivo, pode estar em um clube hoje, mas amanhã estar no seu maior rival. Em décadas passadas, isso seria impossível. Hoje, vejo que tudo é possível.

Técnico

Entre jogadores e treinadores, a transitoriedade já acontece há muitos anos. Exemplo clássico no nosso futebol: o tetracampeonato do Ceará, em 1978, foi comandado pelo técnico Moésio Gomes, um dos maiores ídolos da história do Fortaleza. E Moésio ganhou o tetra exatamente diante do Leão. Já, já, poderá acontecer com executivos…

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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