Outros 18 passageiros estão internados. O veículo com romeiros capotou no município de São José da Tapera (AL).

Subiu para 16 o número de mortos em acidente de ônibus que saiu de Juazeiro do Norte, no Ceará, a caminho de Alagoas, na manhã desta terça-feira (3). Além disso, 18 sobreviventes permanecem internados. O Governo de Alagoas atualizou, às 18h30, que 15 vítimas morreram no local, enquanto uma criança de 4 anos, do sexo masculino, faleceu nesta tarde, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santana do Ipanema.
Os corpos dos romeiros — com vítimas que vão de idosos a crianças — foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML). O acidente ocorreu na rodovia AL-220, no município de São José da Tapera, no Sertão alagoano. O veículo capotou no trajeto de retorno para Alagoas após participar da Romaria de Nossa Senhora das Candeias.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do acidente, sendo conduzido pelo delegado Diego Nunes, titular do 38º Distrito Policial de São José da Tapera. A perícia foi concluída, mas exames complementares ainda serão realizados para consolidar o laudo e esclarecer as causas do acidente.
“Toda a equipe responsável pela investigação chegou ao local logo após o ocorrido, onde foram realizadas as diligências iniciais, colhidos relatos de testemunhas e feita a coleta de informações e elementos técnicos”, detalhou o Governo de Alagoas, em nota.
Entre as vítimas que morreram estão:
- Sete mulheres adultas;
- Cinco homens adultos;
- Três crianças;
- Uma pessoa ainda não identificada.
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Atendimento aos sobreviventes
Ao todo, 20 pacientes deram entrada na rede de saúde de Alagoas, mas apenas 18 sobreviventes permanecem internados. O resgate dos sobreviventes contou com o suporte de três aeronaves. Quinze romeiros foram atendidos no Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, mas um foi liberado.
Com múltiplas fraturas, uma criança foi transferida ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde permanece internada em estado grave na área vermelha.
Já o Hospital de Emergência do Agreste recebeu cinco pacientes: um deixou a unidade antes do atendimento para acompanhar o velório de familiares, e quatro seguem internados em estado grave.

Vítimas identificadas oficialmente
Os corpos de todas as vítimas passaram por necropsia. No entanto, até o momento, apenas nove vítimas foram identificadas oficialmente pela equipe do Instituto de Identificação de Alagoas.
Dentre elas, estão:
- Maria Manuella de Souza Oliveira: 5 anos, estudante, residente no Povoado Alagoainjas em Coite do Nóia;
- Claudiana Maria da Sila Bastos: 45 anos, do lar, residente no Sítio Vassouras em Coité do Nóia;
- Cleusa Simão Lima: 63 anos, aposentada, residente no Povoado Mucamba em Coité do Nóia;
- Cícero Barbosa de Lima: 71 anos, aposentado, residente no centro de Coité do Nóia;
- Edivania da Silva Lima: 39 anos, agricultora, residente no Sítio Pereira Velho em Coité de Nóia;
- Josefa Madalena de Alcantara: 67 anos; aposentada residente em Igaci;
- Maria do Socorro Santos: aposentada, 73 anos, residente no Sítio Pereira Velho em Coité de Nóia;
- Maria Gorete Rodriues Izidoro da Silva: 38 anos, residente no Sítio Vassouras Coité do Nóia;
- Vandete Maria da Silva: 60 anos, agricultura residente no Sítio Vassouras em Coité do Nóia.

Perícia foi concluída
A Polícia Científica de Alagoas, por meio do Instituto de Criminalística de Arapiraca (ICA), concluiu a perícia no local do acidente. O perito criminal Gerard Deokaran detalhou que o ônibus saiu da pista ao fazer uma curva. Em seguida, o veículo caiu em uma ribanceira com mais de cinco metros de altura e tombou às margens da via, no sentido São José da Tapera.
“A perícia seguiu os protocolos de desastre em massa, com equipes do Instituto de Criminalística e do IML”, acrescentou o Governo de Alagoas.
Durante a perícia, a equipe:
- Analisou marcas na pista e na ribanceira;
- Recolheu o tacógrafo para análise;
- Realizou exames no sistema de freios e medições para verificação de velocidade.
No local, não foram identificados sinais de frenagem antes da saída da pista. Exames complementares ainda vão ser realizados para a consolidação do laudo e o esclarecimento técnico da causa do acidente.













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