
A CPI Mista do INSS retirou de pauta a votação do requerimento que pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master. O motivo? Para que pudessem ser feitos ajustes ao texto, restringindo a quebra dos sigilos apenas ao período das fraudes.

A CPI quer ter acesso a contas, investimentos e bens mantidos pelo banco em instituições financeiras. Outro motivo para retirada foi o âmbito das investigações.
Os senadores apuram indícios de fraude em mais de 250 mil consignados vinculados ao banco. O líder do governo, senador Randolfe Rodrigues do PT, explica:
“O requerimento é pertinente. Da nossa parte, tem apoio para o requerimento ser aprovado. Precisava fazer o ajuste temporal porque o requerimento, como estava, falava de toda a instituição financeira, de todo o seu tempo. Tem que ser no tempo específico da fraude. E era necessário – também em relação a este requerimento – especificar o tema dos consignados que diz respeito à esta CPMI.”
Históricos de voos
Outro requerimento, para ter acesso à lista de passageiros e o histórico dos voos dos três aviões ligados à Viking Participações, empresa ligada Daniel Vorcaro, dono do Master, também saiu de pauta.
A possibilidade é que eles sejam analisados no dia 26, dia em que a CPI vai ouvir o próprio Vorcaro. A ida dele já foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, com escolta da polícia legislativa.
E por que o Master está no alvo da CPI?
Por conta de mais de 250 mil consignados firmados e que apresentaram irregularidades, como falta de autorização do aposentado. Inclusive, essa é uma das condições para que Vorcaro compareça à CPI: para que as perguntas fiquem restritas a esses contratos.
É o que explicou o Carlos Viana do Podemos, presidente da comissão:
“Nós temos um limite muito bem definido. No caso do Banco Master: os 254 mil empréstimos consignados que ele comprou de alguém e a previdência estava pagando. A nossa investigação está baseada nesses descontos. No demais, não há, por parte dessa comissão, pelo menos, juridicamente aqui, uma atribuição. Isso é função de uma outra CPMI.”
Carlos Viana conversou com o ministro Dias Toffoli e ouviu dele o compromisso também de ter de volta os documentos sigilosos ligados ao Master e que haviam sido restringidos, mas só depois que forem analisados pela Polícia Federal dentro do inquérito do Master.











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