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Ceará testa vacina inédita contra a chikungunya em duas cidades

A vacinação contra a chikungunya começou a ser implementada de forma piloto no Ceará, devido à quantidade limitada de doses disponíveis pelo Ministério da Saúde (MS). Nesta primeira fase, o imunizante é destinado à população de 18 a 59 anos, com algumas contraindicações específicas.

A vacinação contra a chikungunya começou a ser implementada de forma piloto no Ceará, devido à quantidade limitada de doses disponíveis pelo Ministério da Saúde (MS). Nesta primeira fase, o imunizante é destinado à população de 18 a 59 anos, com algumas contraindicações específicas.

Os municípios de Maranguape e Maracanaú foram escolhidos para receber as doses com base em critérios epidemiológicos, logísticos e operacionais. A definição considerou o histórico de notificações da doença e a capacidade de execução da estratégia de vacinação.

Maranguape aposta em imunidade de rebanho

A escolha de Maranguape levou em conta o perfil populacional do município, que tem pouco mais de 105 mil habitantes. A intenção do Ministério da Saúde é alcançar a chamada “imunidade de rebanho”, avaliando o impacto da proteção em larga escala.

Esta é a segunda vacinação-piloto realizada na cidade em 2025. A primeira ocorreu em janeiro, com a aplicação da vacina contra a dengue. Na ocasião, o município utilizou os 35 postos de saúde, além de estratégias como drive-thru, postos móveis em supermercados e indústrias, e vacinação “casa a casa” com equipes extras.

Maracanaú também integra fase de testes

O segundo município cearense incluído na fase piloto é Maracanaú, que possui cerca de 234 mil habitantes. Em 2025, Maranguape registrou 205 notificações de chikungunya, enquanto Maracanaú contabilizou 645 casos, segundo dados do Integra SUS, plataforma da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

Sobre a vacina

A vacina contra a chikungunya foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. O imunizante é aplicado em dose única e foi aprovado por agências regulatórias internacionais e pela Anvisa, em abril de 2025.

Produzida com tecnologia de vírus atenuado, a vacina induz a produção de anticorpos sem causar a doença e apresenta poucas reações adversas, conforme informações do Butantan. Durante os testes clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos, não houve registro de eventos adversos graves.

Os resultados de imunogenicidade do ensaio clínico de fase 3 foram:

  • 100% em adolescentes com infecção prévia;
  • 98,8% em adolescentes sem contato anterior com o vírus;
  • 98,5% em adultos e idosos.

Quem pode tomar a vacina da chikungunya

Nesta fase inicial, o público-alvo é formado por pessoas de 18 a 59 anos. A vacina é contraindicada para:

  • Gestantes;
  • Lactantes;
  • Pessoas imunocomprometidas ou imunossuprimidas;
  • Pessoas com alergia a algum componente da vacina.

Durante a estratégia piloto, pessoas acima de 60 anos também não devem receber o imunizante. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação se baseia em alertas de segurança publicados pela FDA (agência reguladora dos Estados Unidos) e pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos), que apontam possível exacerbação de doenças crônicas nesse público.

Vacina no SUS

A incorporação definitiva da vacina contra a chikungunya no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda está em avaliação. De acordo com o Governo Federal, quando aprovada, a distribuição será feita de forma gradual em todo o país.

Prevenção continua essencial

Apesar do avanço com a chegada das vacinas contra arboviroses, o Ministério da Saúde reforça que as medidas preventivas continuam sendo fundamentais para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre as principais recomendações estão:

  • Cobrir reservatórios e locais que possam acumular água;
  • Eliminar recipientes como garrafas, pneus e entulhos;
  • Limpar calhas e bebedouros de animais;
  • Receber os agentes de combate às endemias;
  • Reforçar a proteção contra picadas de mosquito ao longo do dia;
  • Promover mutirões de limpeza e manejo adequado de resíduos.
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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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