A estimativa é que a planta tenha capacidade para processar cerca de 300 toneladas de mandioca por dia.

A Zona de Processamento de Exportação do Piauí (ZPE-PI), localizada em Parnaíba, avançou mais uma etapa no projeto de consolidação do estado como polo industrial voltado ao comércio internacional. Na última semana, a Delta Brazilian Starch, empresa do Grupo Moinho Piauí com operações no Brasil e na Argentina, lançou a pedra fundamental de uma fábrica de fécula de mandioca, empreendimento direcionado exclusivamente ao mercado externo e integrado à agricultura familiar local.
INDÚSTRIA E EMPREGOS
Na fase inicial de funcionamento, a unidade industrial deverá gerar cerca de 50 postos de trabalho diretos e aproximadamente 500 empregos indiretos, envolvendo desde produtores rurais até os setores de logística, transporte e prestação de serviços. A estimativa é que a planta tenha capacidade para processar cerca de 300 toneladas de mandioca por dia, com potencial de exportação de até 20 contêineres por semana logo no início das operações.
ESTRATÉGIA DO ESTADO
Para o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida, o empreendimento traduz em ações práticas a política estadual de aproveitamento das vocações produtivas locais.
“Priorizar as potencialidades do Piauí não é apenas discurso. O que estamos vendo aqui é o lançamento de uma grande indústria de fécula de mandioca que vai exportar para o mundo inteiro e, ao mesmo tempo, se conectar diretamente a uma ampla rede de produtores locais”, destacou.
PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO
O sócio da Delta Brazilian Starch, Federico Musso, ressaltou que a iniciativa é fruto de um trabalho estruturado ao longo dos últimos anos.
“Iniciamos esse projeto há dois anos e hoje ele começa a se tornar realidade. Estamos aqui para incentivar os produtores a adotarem tecnologia e elevarem o nível de produção na região, promovendo desenvolvimento sustentável”, afirmou.
AGRICULTURA FAMILIAR
A implantação da indústria também fortalece políticas públicas voltadas ao campo. Segundo o presidente da ZPE-PI, Álvaro Noleto, a empresa já atua diretamente junto aos produtores locais por meio de ações estruturantes.
“Aconteceu agora também o encontro do Programa de Desenvolvimento da Cultura da Mandioca do Piauí-Maranhão, que reuniu produtores e instituições interessados em fornecer para essa nova indústria. A ideia é melhorar produtividade por hectare, com técnicas inovadoras, gerando mais renda sem necessidade de ampliar área plantada”, explicou.
Álvaro Noleto destacou ainda que a instalação da fábrica dentro da ZPE de Parnaíba garante ao empreendimento incentivos fiscais, aduaneiros e logísticos, fatores que ampliam a competitividade no mercado internacional.
CRONOGRAMA E IMPACTO REGIONAL
A expectativa é que a produção tenha início entre o final de 2026 e o começo de 2027. Além dos empregos diretos e indiretos, a projeção é que entre 500 e 600 famílias passem a ter renda associada à cadeia produtiva da mandioca, reforçando o papel de Parnaíba como polo agroindustrial e exportador do Nordeste.











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