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Carnaval Seguro: Procuradoria orienta como agir em casos de importunação e assédio sexual

A celebração, a música e a ocupação dos espaços públicos marcam o Carnaval, mas também acendem um alerta para situações de violência contra a mulher. Beijos forçados, toques sem consentimento, comentários de cunho sexual, perseguições e intimidações fazem parte de relatos frequentes durante os festejos.

A celebração, a música e a ocupação dos espaços públicos marcam o Carnaval, mas também acendem um alerta para situações de violência contra a mulher. Beijos forçados, toques sem consentimento, comentários de cunho sexual, perseguições e intimidações fazem parte de relatos frequentes durante os festejos.

Para orientar a população e garantir que as mulheres saibam como agir diante dessas situações, a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Fortaleza, reforça informações sobre os tipos de violência, os canais de denúncia e as formas de buscar ajuda de maneira rápida e segura durante o período carnavalesco.

Conforme explica a psicóloga da Procuradoria da Mulher, Izabele Brito. “Pensando no período do carnaval, algumas estratégias simples ajudam nessa prevenção. Não aceitar bebidas de desconhecidos, evitar ir ao banheiro sozinha, combinar pontos de encontro com as amigas, caso alguém se perca, avisar alguém de confiança onde você está, evitar locais isolados e manter sempre o celular carregado com contatos de emergência”.

Saiba como agir em situações de violência durante o Carnaval:

A Procuradoria orienta que, ao se sentir importunada, constrangida ou ameaçada, a mulher deve priorizar sua segurança e buscar ajuda imediatamente. Algumas medidas práticas podem fazer a diferença:Afaste-se do agressor e procure locais com maior circulação de pessoas;
Peça ajuda a amigos, familiares ou pessoas próximas, inclusive outros foliões;
Busque apoio de agentes de segurança, guardas municipais ou policiais presentes no evento;
Registre a ocorrência, sempre que possível, para que o crime seja apurado; você pode procurar a Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia comum para registrar ocorrência;
Caso esteja em situação de risco iminente ou violência em andamento, ligue para o 190;
Você também pode procurar a Sala Lilás da Procuradoria da Mulher. Lá você vai receber suporte jurídico e psicológico especializado, garantindo sigilo e os encaminhamentos necessários para a rede de proteção;
Disque 180 na Central de Atendimento à Mulher.

A psicóloga Izabele Brito reforça a importância das mulheres denunciarem. “Combater a importunação e o assédio também passa por oferecer redes de apoio, compartilhar a informação e incentivar a denúncia. Quando uma mulher denuncia, ela protege a si e às outras também. Respeito não é favor, é regra. E garantir esse respeito é uma responsabilidade coletiva”, aponta.

O que é importunação, assédio e intimidação sexual?

A importunação sexual ocorre quando alguém pratica ato de natureza sexual sem o consentimento da vítima, com o objetivo de satisfazer desejo próprio ou de terceiros. Enquadram-se nesse crime atitudes como toques indevidos, beijos forçados, abraços sem consentimento ou qualquer contato físico invasivo. A prática é crime previsto no Código Penal, com pena de reclusão.

Já a intimidação sexual envolve situações de ameaça, pressão ou constrangimento, que criam um ambiente hostil para a vítima, como cercar, seguir, isolar ou tentar forçar alguém a ceder contra sua vontade.

O assédio sexual, por sua vez, caracteriza-se pela insistência em propostas, abordagens ou comentários de cunho sexual, geralmente associada a relações de poder ou hierarquia, como no ambiente de trabalho ou institucional. Todas essas condutas são crimes e não podem ser tratadas como “brincadeira” ou “excesso de Carnaval”.

Durante o período de pré-carnaval, a Procuradoria Especial da Mulher, em parceria com a Secretaria de Mulheres do Município, realizou a campanha “Fortaleza por Elas”, com a entrega de materiais informativos e adesivos personalizados. As equipes estiveram em diversos polos de festa na cidade, levando orientações de prevenção e conscientização sobre os canais de denúncia em casos de violência contra a mulher.

A ação também contou com a colaboração da Procuradoria Especial da Mulher do Estado do Ceará, da Comissão da Mulher Advogada, da Super Nina e do Grupo Especializado Maria da Penha, fortalecendo uma rede de proteção e informação para as mulheres.

A Procuradoria também irá atuar no Carnaval de Fortaleza, com foco no combate à violência contra a mulher. O ponto principal da atuação será na sala Lilás, um espaço especializado de acolhimento e atendimento, no Aterro da Praia de Iracema, região de maior fluxo de foliões. Também serão realizadas ações itinerantes de orientação e divulgação dos canais de denúncia em outros pontos de festa da cidade. A estratégia visa fortalecer a rede de proteção e garantir acesso à informação e ao apoio durante o período festivo.

A procuradora da Mulher, vereadora Professora Adriana Almeida (PT), destaca a importância da ação no Carnaval. “Levar a campanha Fortaleza por Elas para os espaços do Carnaval é uma forma concreta de garantir que a proteção às mulheres esteja onde a cidade pulsa. O período carnavalesco é de alegria e celebração, mas também exige atenção redobrada. Estar presente, informar e dialogar diretamente com a população fortalece a rede de proteção e deixa claro que a violência contra a mulher não será tolerada em nenhum espaço.”.

De acordo com a coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher, Lyliane Bastos, a campanha “Fortaleza por Elas” seguirá ao longo de todo o período carnavalesco. “A realização dessas ações durante o Carnaval é fundamental, pois se trata de um período de grande circulação de pessoas, de celebração, mas que também exige reforço na prevenção e no enfrentamento às violências. Fazer isso em parceria fortalece a rede de proteção, amplia o alcance das informações e garante que mais mulheres saibam onde buscar ajuda”.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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