Ministro André Mendonça, novo relator do caso, reuniu-se com a PF, que lhe entregará, após o carnaval, relatório sobre as investigações
Escrito por
Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br
16 de Fevereiro de 2026 – 06:58
(Atualizado às 07:07)
Legenda: O escândalo do Banco Master produz, a cada dia, novas e surpreendentes informações.
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
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Ganha novos capítulos a novela em que se transformou o escândalo do Banco Master, cujas operações, todas fraudulentas, segundo apurou a Polícia Federal (PF), prejudicaram 1,6 milhão de pessoas físicas e jurídicas em todo o país. Essa instituição foi liquidada pelo Banco Central no dia 18 de novembro, coincidindo com uma operação da PF, que prendeu Vorcaro e apreendeu o seu telefone celular, do qual, após ser periciado, estão saindo surpreendentes informações.
As fraudes do Master já causaram um rombo de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As pessoas e empresas lesadas pelo banco de Daniel Vorcaro estão sendo ressarcidas no máximo em R$ 250 mil, que é o teto do FGC. Acima desse valor, é prejuízo para o resto da vida,
Por exemplo: o jornal O Estado de S. Paulo publicou que um fundo de investimentos foi usado por Vorcaro, para comprar parte da participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no resort Tayayá, no Parana, algo que movimentou R$ 35 milhões.
De acordo com o jornal, as datas dos aportes, feitos pelo cunhado do banqueiro, o pastor Fabiano Zettel, coincidem com as negociações para a constituição da sociedade entre o fundo e a empresa do ministro. Os estratos desses aportes foram obtidos pela reportagem do Estadão.
Vorcaro – ainda segundo o jornal – chegou a dizer ao seu cunhado que estava sendo cobrado pela liberação desses repasses, e por isto exigiu que ele acelerasse as aplicações no empreendimento.
O ministro Dias Toffoli havia dito, em nota, que não recebeu pagamentos de Vorcaro, com o qual negou ter relação de amizade. Sábado, 14, procurado pela reportagem de O Estado de S. Paulo, Vorcaro não deu resposta aos questionamentos, enquanto os advogados de Zetel disseram que não se pronunciarão.
Enquanto isso, o ministro André Mendonça, novo relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), pediu à direção da PF que lhe encaminhe um relatório sobre as investigações até agora realizadas. A PF disse à imprensa que a reunião com o novo relator foi para “alinhamento de procedimentos”.
Outro detalhe que apimenta o escândalo do Banco Master registrou-se durante a reunião do pleno do STF, durante a qual os ministros se manifestaram a respeito do envolvimento do seu colega Dias Toffoli, agora suspeito de haver recebido dinheiro do Master. O próprio Toffoli confirmou, explicando, porém, que se tratou de dinheiro produto da venda da participação de sua família no resort Tayaiá.
O escândalo do Banco Master está a mobilizar todo o mundo político de Brasília, incluindo, também, ministros do governo e do próprio STF. Parece haver em curso uma espécie de operação abafa, algo que a grande mídia vem noticiando como possível. O requerimento de instalação de uma CPI no Senado foi jogado para a última fila de pedidos semelhantes. O presidente do Senado, David Alcolumbre, disse que o requerimento é mais um e, por isto mesmo, terá de obedecer à ordem de chegada.











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