
Um estudo de amplo prazo acompanhou quase 1 milhão de adultos nos Estados Unidos e na Europa e descobriu que certas dietas alimentares associadas a menor inflamação e níveis de insulina mais estáveis estavam ligadas a um risco reduzido de câncer colorretal.
As descobertas, publicadas no The American Journal of Clinical Nutrition, reforçam as crescentes evidências de que o que as pessoas comem e como comem pode influenciar significativamente o risco de câncer de cólon e reto — doença que afeta cada vez mais pessoas jovens por conta de estilo de vida.
ACOMPANHAMENTO POR 15 ANOS
Para a pesquisa, a equipe analisou dados dietéticos de homens e mulheres acompanhados por uma média de 15 anos, examinando como os padrões alimentares gerais relacionados à inflamação e à resposta à insulina — um hormônio que regula o açúcar no sangue — estavam associados a novos diagnósticos de câncer colorretal.
Eles descobriram que pessoas cujas dietas eram menos inflamatórias e menos propensas a causar picos de insulina apresentaram menor risco de desenvolver câncer colorretal em comparação com aquelas com as dietas não saudáveis.
Segundo os pesquisadores, o efeito protetor observado no estudo não está ligada a apenas um “superalimento”, mas sim a combinações e proporções específicas de alimentos e bebidas consumidos em conjunto.
Esses padrões incluíam maior ingestão de frutas e vegetais inteiros — particularmente vegetais folhosos verdes e vegetais alaranjados ou amarelos — juntamente com feijões e outras leguminosas, laticínios e bebidas como café e chá. Também incluíam menor consumo de alimentos processados, incluindo carnes vermelhas e bebidas açucaradas.
Câncer colorretal
O câncer colorretal continua sendo um dos cânceres mais diagnosticados em todo o mundo, e as taxas entre adultos jovens têm aumentado nos últimos anos.
Fatores como alimentação, sedentarismo e obesidade são apontados entre os responsáveis. Entre eles, a dieta pobre em alimentos naturais e frescos, mas povoada de embutidos e ultraprocessados parece se destacar em diversos estudos recentes.
Informações – Extra











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