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Calor extremo pressiona o coração e pode aumentar risco de infarto e AVC

O calor intenso faz o corpo entrar em modo de adaptação. O suor escorre, a temperatura sobe e o organismo ativa mecanismos automáticos para manter o equilíbrio térmico. Nesse processo, o sistema cardiovascular tem papel central.

Altas temperaturas afetam a pressão arterial, sobrecarregam o sistema cardiovascular e exigem atenção redobrada de idosos

Homem segurando garrafa de água | Fernando Frazão/Agência Brasil
Homem segurando garrafa de água | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

calor intenso faz o corpo entrar em modo de adaptação. O suor escorre, a temperatura sobe e o organismo ativa mecanismos automáticos para manter o equilíbrio térmico. Nesse processo, o sistema cardiovascular tem papel central.

Em dias muito quentes, o coração trabalha mais, a pressão arterial tende a cair e, em algumas pessoas, esse ajuste pode sair do controle, aumentando o risco de mal-estar, arritmias e até eventos graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

As ondas de calor, cada vez mais frequentes, ampliam esses riscos, especialmente entre idosos e pessoas com doenças cardiovasculares. Quanto maior o tempo de exposição, maior o impacto sobre o organismo.

O PRIMEIRO AJUSTE DO CORPO: VASODILATAÇÃO

Quando a temperatura sobe, os vasos sanguíneos, principalmente os da pele, se dilatam para facilitar a dissipação do calor. Esse processo reduz a resistência vascular e pode provocar queda da pressão arterial. Em pessoas saudáveis, o corpo costuma compensar bem. Em outras, esse mecanismo falha.

CORAÇÃO ACELERADO E MAL-ESTAR

A vasodilatação, somada à perda de líquidos pelo suor, diminui o volume de sangue circulante. Com menos sangue retornando ao coração, o organismo reage aumentando a frequência cardíaca. Isso pode causar sintomas comuns em dias muito quentes, como:

  • tontura
  • fraqueza
  • escurecimento da visão
  • sensação de desmaio

Pessoas com hipotensão postural ou síncope vasovagal costumam sentir esses efeitos com maior intensidade.

DESIDRATAÇÃO: O PONTO DE DESEQUILÍBRIO

O suor é essencial para resfriar o corpo, mas provoca a perda de água e sais minerais, como sódio e potássio. Esse desequilíbrio interfere no sistema elétrico do coração, elevando o risco de arritmias, principalmente em quem já tem doenças cardíacas.

Embora infartos e AVCs sejam mais comuns no frio, estudos recentes mostram que ondas de calor prolongadas também aumentam o risco desses eventos, sobretudo em grupos vulneráveis.

QUEM PRECISA REDOBRAR OS CUIDADOS NO VERÃO

Alguns grupos sofrem mais com o impacto do calor sobre o coração:

  • idosos, que sentem menos sede e se desidratam com facilidade
  • pessoas com hipertensãodiabetes ou insuficiência cardíaca
  • quem já teve infarto ou AVC
  • atletas e trabalhadores expostos ao sol intenso

Nesses casos, o perigo não está apenas na temperatura, mas no desequilíbrio entre calor, hidratação e esforço físico. Pacientes que usam diuréticos e anti-hipertensivos também podem sentir os efeitos do calor de forma mais intensa.

SINAIS DE ALERTA

Alguns sintomas exigem atenção médica imediata, especialmente durante períodos de calor intenso:

  • desmaio
  • dor no peito
  • palpitações persistentes
  • falta de ar fora do habitual
  • confusão mental, principalmente em idosos
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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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