Metade dos aposentados brasileiros precisa recorrer a empréstimos para conseguir pagar as próprias despesas. Outros 35% já usaram algum tipo de crédito para arcar com gastos considerados essenciais, como contas de casa, alimentação e remédios. Os dados fazem parte de uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box e mostram como a estabilidade financeira ainda está longe da realidade de quem vive de aposentadoria.
Entre os 952 entrevistados, 44% afirmam que o risco de endividamento aumentou depois que passaram a receber o benefício. Esse cenário chama ainda mais atenção num momento em que os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram reajustados.
VALOR REAJUSTADO
Vale lembrar que os valores das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram reajustados neste mês. Quem recebe o piso previdenciário passou a ganhar R$ 1.621, valor alinhado ao novo salário mínimo, corrigido em 6,79% em 1º de janeiro de 2026. Nesse caso, houve ganho real, acima da inflação.
Já para quem recebe acima do mínimo, o reajuste foi menor: 3,90%, seguindo a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025.
DINHEIRO INSUFICIENTE
De acordo com a pesquisa, 46% dos participantes afirmam que o valor recebido da aposentadoria não é suficiente para manter o padrão de vida que tinham antes de se aposentar. O medo de precisar de ajuda de outras pessoas foi apontado por 44% dos entrevistados.
A maioria (60%) diz que gasta a maior parte do benefício com alimentação e supermercado. Esse tipo de gasto só perde para saúde e remédios, citados por 55% dos respondentes. Na sequência, aparecem impostos (37%), contas de água, luz e gás (32%) e dívidas (29%).
TRABALHO PÓS APOSENTADORIA
A pesquisa também revela que 60% dos aposentados continuam na ativa. A maioria (63%) afirma que a principal razão é a necessidade de complementar a renda. Outros 57% dizem que seguem trabalhando para manter uma rotina mais dinâmica.
Além do benefício, 26% recebem salário por trabalho formal. Já 18% têm renda extra por meio de atividades freelancer ou como autônomos, percentual próximo aos 17% que afirmam receber ganhos com imóveis, como aluguel.
Informações – Extra
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