Notícias

Justiça manda plataformas excluírem posts que identifiquem suspeitos de agressão ao cão Orelha

Uma decisão da Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que plataformas e redes sociais adotem medidas para impedir a divulgação de conteúdos que identifiquem os adolescentes suspeitos de agredir o cão Orelha. O animal ficou gravemente ferido e precisou passar por eutanásia. 

Empresas têm prazo de 24 horas para apagar o conteúdo.

Escrito por
Redaçãoproducaodiario@svm.com.br
Cão Orelha.
Legenda: O cão Orelha foi gravemente ferido e precisou passar por eutanásia.
Foto: Reprodução.

Uma decisão da Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que plataformas e redes sociais adotem medidas para impedir a divulgação de conteúdos que identifiquem os adolescentes suspeitos de agredir o cão Orelha. O animal ficou gravemente ferido e precisou passar por eutanásia.

Segundo informações do g1, a decisão liminar vale para a empresa Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e Whatsapp, e a Bytedance, do TikTok.

Em até 24 horas, as empresas devem excluir as postagens e comentários de contas listadas no processo, que contenham a identificação dos adolescentes, seja pelo nome, apelido, parentesco, residência ou fotos e vídeos.

Pela determinação, as plataformas também devem impedir a republicação desses conteúdos. O descumprimento prevê multa diária. O valor não foi divulgado.

Decisão com base no ECA

De acordo com a decisão, a retirada de divulgação de conteúdos contendo a identidade dos jovens atende à proteção prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que usuários das redes sociais que divulgaram imagens dos adolescentes podem ser responsabilizados, caso haja uma investigação mediante o registro de boletim de ocorrência por parte das famílias dos jovens. O inquérito que investiga a morte de Orelha está sob sigilo por envolver menores de idade.

Na última terça-feira (27), advogados de dois dos adolescentes investigados pediram cautela e responsabilidade no compartilhamento de imagens e informações sobre o caso. Em nota, a defesa afirmou que a exposição de menores de idade nas redes sociais viola o ECA e tem provocado um “linchamento virtual” dos jovens e das famílias deles.

 

Veja também

 

Investigação

A corporação apura o envolvimento de ao menos quatro adolescentes na agressão ao cão Orelha, considerado mascote da Praia Brava. O animal foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata, chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu e foi submetido à eutanásia. As investigações avançam com análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região.

Paralelamente, familiares de adolescentes investigados foram indiciados por coação no curso do processo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com a apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos para perícia. A Polícia informou já ter ouvido mais de 20 pessoas e analisado centenas de horas de imagens relacionadas ao caso.

A repercussão do episódio também gerou ameaças e ataques virtuais contra pessoas confundidas com familiares dos suspeitos. Um casal de Santa Catarina registrou boletim de ocorrência após a imagem do filho, menor de idade, ser associada de forma equivocada ao caso.

Avatar

Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

Adcionar comentário

Clique aqui para postar um comentário