Pedro Lobo foi preso na segunda-feira (2), em Juazeiro do Norte, no Cariri.

O suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) foi colocado em liberdade nesta terça-feira (3), após audiência de custódia. O político havia sido preso em flagrante no dia anterior, em Juazeiro do Norte, por suspeita de importunação sexual.
Segundo nota pública divulgada pela defesa de Lobo, não houve imposição de qualquer medida cautelar, e “não foram apontados elementos que justificassem a manutenção da prisão”.
O escritório de advocacia Leopoldo Martins, responsável pela defesa, afirmou que o suplente “reitera seu respeito às instituições e às autoridades, bem como sua total disposição para colaborar com a apuração dos fatos, com serenidade e transparência”.
Pedro Lobo também declarou manter confiança de que a investigação “esclarecerá integralmente o ocorrido, demonstrando a inexistência de conduta criminosa”.
O caso segue sob investigação das autoridades policiais e também é acompanhado pelo PT.
Conforme mostrou o PontoPoder, no dia da prisão, a legenda instaurou uma sindicância ética para analisar a conduta do filiado. O procedimento, segundo informado anteriormente pelo partido, tem caráter interno e não substitui a investigação criminal.
Entenda o caso
Pedro Lobo foi detido por suspeita de importunação sexual no Aeroporto de Juazeiro do Norte, na região do Cariri. Ele é acusado de encostar nas partes íntimas de uma passageira durante o desembarque no terminal, na madrugada desta segunda-feira (2). A defesa do político classificou a ocorrência como um “mal-entendido”.
Além da manifestação do PT, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), declarou ter “tolerância zero” para casos de importunação sexual, classificando-os como “inadmissíveis”. Ele também ressaltou o direito ao contraditório e à ampla defesa.
“Nós soubemos agora, dentro da sessão inicial. Eu ainda não sei os detalhes, mas ele tem o contraditório e a ampla defesa. Desde já, reforço que a tolerância é zero. Nós não compactuamos, seja suplente de deputado ou qualquer profissional, de qualquer profissão. O homem brasileiro tem que respeitar a mulher, e a mulher tem que cada vez mais denunciar se se sentir agredida”, disse.
A Secretaria das Mulheres do PT Ceará também se pronunciou sobre o caso, repudiando veementemente qualquer tipo de violência contra as mulheres.











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