Modelo permite aquisição de frações de fazendas em culturas como tâmara e açaí. Entenda como funciona.

Na esteira da forte expansão do agro cearense, desponta no mercado uma modalidade para investidores cuja adesão está em crescimento. Trata-se do investimento em cotas de fazendas espalhadas pelo interior.
Nesse formato, o investidor, mesmo que não tenha afinidade com o universo do agronegócio, adquire cotas de fazendas e recebe dividendos à medida que os produtos agrícolas passam a gerar retorno financeiro.
Um desses empreendimentos, localizado em Itarema, dedica-se ao cultivo de tâmaras, açaí e abóbora japonesa.
Como funciona o investimento

Segundo o empresário Luís André Bastos, que atua nesse segmento, em um módulo recém-lançado, cada cota de investimento parte de R$ 55 mil e representa uma área de 3,4 mil metros quadrados. O adquirente passa a ser dono também daquela respectiva faixa de terra.
O payback estimado é de 3 anos e o retorno projetado é de R$ 1 milhão, ao longo de 16 anos.
O cronograma de implementação do projeto inclui etapas como aquisição do terreno, estudos topográficos e de solo, perfuração de poços, confecção de mudas, coveamento, adubagem e plantio. As ações são realizadas pela empresa gestora.
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“Nosso primeiro módulo de mogno africano e tamareiras teve o plantio concluído no final de 2023 e está na fase de manutenção da fazenda, aguardando o período de colheita da primeira safra de tâmaras projetada para o final de 2027. Já em relação ao novo módulo, estamos em obras e projetamos o primeiro plantio para março de 2026”.
Para o executivo, que foi fundador da rede Mundo Pet, vendida em 2022 para a Cobasi, o Nordeste emerge como um grande polo de desenvolvimento no agronegócio.
“É possível ver a soja expandindo forte em várias regiões como Piauí, o cacau reascendendo no oeste da Bahia, a tâmara e o açaí crescendo forte aqui no Ceará, entre tantas outras culturas que estão em ascensão”, comenta.












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