Transnordestina no Ceará: integração entre ferrovia e rodovias pode reduzir preço de produtos

Com as obras da nova Transnordestina avançando no trecho cearense, o mapa logístico do Estado está sendo redesenhado, trazendo impactos importantes para o escoamento de cargas e para o setor industrial. A ferrovia contará com dez terminais de carga, sendo seis localizados no Ceará e os demais distribuídos igualmente entre Pernambuco e Piauí.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) confirmou que os terminais cearenses serão instalados em Quixadá, Maranguape, Missão Velha, Iguatu e Quixeramobim, além de um terminal no Porto do Pecém, que fará a ligação entre as malhas ferroviárias da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) e da Transnordestina Logística S.A. (TLSA).
Os pontos estratégicos foram mapeados pela TLSA e pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) há cerca de dois anos, e desde então vêm sendo analisados estudos de viabilidade dos projetos executivos.
Maranguape: a “joia da coroa”
O terminal planejado para Maranguape se destaca como um ponto estratégico na integração modal do Ceará. Segundo Heitor Studart, coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Fiec, o empreendimento é uma das “duas grandes joias da coroa” do ramal ferroviário, ao lado do terminal Nelog, no Porto do Pecém.
A relevância de Maranguape está na localização estratégica: o terminal conectará principais rodovias federais como a BR-116, BR-020 e BR-222 à ferrovia, utilizando o Anel Viário e a CE-455 como eixos de conexão.
“É impressionante a potencialidade que a Transnordestina viabilizou naquela localidade; é um polo privado da TLSA que pega todo o entroncamento de todo o acesso terrestre”, destaca Studart.
O terminal não será apenas um ponto de transbordo de carga, mas também um complexo industrial concentrador, funcionando como uma retroárea do Porto do Pecém. O espaço será destinado à armazenagem, movimentação, consolidação e desembaraço aduaneiro de mercadorias, aproveitando a demanda por intermodalidade, quando diferentes modais são usados para transportar mercadorias do ponto de origem ao destino.
“Este terminal de Maranguape é um anseio muito grande do setor industrial por ser fundamental ter um terminal mais próximo do porto”, afirma Studart.
Benefícios para o consumidor
A proximidade de Maranguape ao Porto do Pecém, apenas 50 km, e a infraestrutura já existente tornam o terminal altamente competitivo, o que deve refletir em redução no custo do frete e, consequentemente, impacto positivo no preço final para o consumidor.
“O impacto para o consumidor final será total por conta da proximidade do Pecém e da infraestrutura paralela já existente na área”, conclui Studart.
Com o avanço das obras da Transnordestina no Ceará, o Estado se aproxima de um novo marco logístico, capaz de integrar rodovias e ferrovias, reduzir custos de transporte e fortalecer a atividade industrial regional.











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