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Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção

País marcou 35 pontos, numa escala que vai de 0 a 100 (quanto menor a nota, pior a percepção), e ficou na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados. Levantamento é da Transparência Internacional.

Por g1 — Brasília

 

  • O Brasil manteve em 2025 a segunda pior nota da série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), levantamento anual da Transparência Internacional que mede como especialistas e executivos enxergam o nível de corrupção no setor público.

  • O país marcou 35 pontos, numa escala que vai de 0 a 100 (quanto menor a nota, pior a percepção), e ficou na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados.

  • Em relação a 2024, quando o Brasil havia registrado 34 pontos, houve alta de um ponto — mas, segundo a organização, essa variação é estatisticamente insignificante, o que indica estagnação.

  • O IPC é considerado o principal ranking internacional sobre corrupção e é publicado desde 1995. A metodologia atual, que permite comparação ano a ano, é usada desde 2012.

ONG alerta para infiltração de facções no estado brasileiro

ONG alerta para infiltração de facções no estado brasileiro

O Brasil manteve em 2025 a segunda pior nota da série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), levantamento anual da Transparência Internacional que mede como especialistas e executivos enxergam o nível de corrupção no setor público.

O país marcou 35 pontos, numa escala que vai de 0 a 100 (quanto menor a nota, pior a percepção), e ficou na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados.

Em relação a 2024, quando o Brasil havia registrado 34 pontos, houve alta de um ponto — mas, segundo a organização, essa variação é estatisticamente insignificante, o que indica estagnação.

O que é o Índice de Percepção da Corrupção

 

O IPC é considerado o principal ranking internacional sobre corrupção e é publicado desde 1995. A metodologia atual, que permite comparação ano a ano, é usada desde 2012.

O índice não mede “casos concretos” nem soma investigações ou denúncias. Ele reúne dados de até 13 fontes independentes, que captam a percepção de:

  • especialistas
  • pesquisadores
  • executivos
  • instituições que acompanham governança e integridade pública

 

No caso do Brasil, foram usados oito indicadores, o mesmo número de 2024.

Brasil segue abaixo da média mundial

 

Com 35 pontos, o Brasil ficou abaixo de duas referências do levantamento:

  • média global: 42 pontos
  • média das Américas: 42 pontos

 

Os países mais bem colocados em 2025 foram:

  • Dinamarca (89 pontos)
  • Finlândia (88 pontos)
  • Cingapura (84 pontos)

 

Na outra ponta, os piores foram:

  • Somália (9 pontos)
  • Sudão do Sul (9 pontos)
  • Venezuela (10 pontos)

 

Países próximos do Brasil no ranking

 

A Transparência Internacional também destacou que o Brasil ficou perto de países que tiveram notas parecidas.

▶️Com a mesma pontuação do Brasil (35 pontos), aparece o Sri Lanka.

▶️Com um ponto a mais (36), aparecem Argentina, Belize e Ucrânia.

▶️Com um ponto a menos (34), estão países como Indonésia, Nepal e Serra Leoa.

Dois países entraram no ranking pela primeira vez nesta edição: Brunei e Belize, ambos posicionados acima do Brasil.

Para o diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, o país viveu em 2025 um cenário contraditório.

Segundo ele, o Brasil chamou atenção no exterior pela atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados acusados de conspirar contra a democracia, mas também teve casos de corrupção em “escala inédita”.

“Embora o Brasil tenha chamado a atenção internacional em 2025, pela resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia, também chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita”, disse Brandão.

Avaliação de 2025

 

Além do índice, a Transparência Internacional – Brasil divulgou nesta terça-feira um relatório chamado “Retrospectiva 2025”, que faz uma análise qualitativa sobre avanços e retrocessos do país no combate à corrupção no último ano.

A Transparência Internacional ressalta que a Retrospectiva 2025 não tem relação direta com o resultado do índice.

O IPC é produzido pela rede global da organização a partir de fontes independentes. Já o relatório é elaborado pela equipe brasileira com base em pesquisa e consultas com órgãos de controle.

A retrospectiva afirma que houve um agravamento da infiltração do crime organizado no Estado, principalmente por meio de corrupção em dois setores da economia formal:

  • sistema financeiro
  • advocacia

 

Ao mesmo tempo, o relatório aponta que o país avançou no uso de inteligência financeira para atacar redes sofisticadas de lavagem de dinheiro.

Casos citados no relatório

 

A retrospectiva menciona uma sequência de operações e escândalos que marcaram 2025, entre eles:

▶️Operação que apurou suspeitas de comércio de sentenças no STJ

▶️Operação Overclean, da PF, que investigou desvios de emendas, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos

▶️Operação Sem Desconto, da PF, que revelou um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS

▶️Operação Carbono Oculto, também da PF, que apontou sonegação, evasão de divisas e lavagem de dinheiro com atuação em fintechs, fundos e setor de combustíveis

▶️Operação Compliance Zero, que embasou as apurações sobre o caso Master, descrito pela entidade como a maior fraude bancária já registrada no país

Inteligência financeira como ‘mudança de paradigma’

 

Segundo a Transparência Internacional, a operação Carbono Oculto se destacou por priorizar o cruzamento de dados financeiros e a integração entre órgãos públicos.

A organização avalia que esse tipo de estratégia é mais eficaz do que ações policiais focadas apenas em confronto armado.

Críticas ao governo na resposta ao caso INSS

 

O relatório também afirma que o governo federal falhou na resposta ao escândalo do INSS, citando demora na adoção de medidas e críticas à substituição do ministro da Previdência.

Segundo a Transparência Internacional, as investigações apontaram continuidade do esquema em diferentes gestões, com envolvimento de atores nos governos Temer, Bolsonaro e Lula.

Emendas parlamentares e ‘captura do orçamento’

 

No Legislativo, a retrospectiva afirma que 2025 consolidou o crescimento das emendas parlamentares, que voltaram a bater recordes e ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento aprovado para 2026.

A entidade diz que a prática também se espalhou por estados e municípios e cita uma decisão do ministro Flávio Dino que estendeu regras de transparência a governos subnacionais.

Caso Master

 

A Transparência Internacional também menciona episódios ligados ao caso Master e afirma que houve tentativas de influência que atravessariam os três Poderes.

Estratégias para a agenda anticorrupção

 

Por fim, a Transparência Internacional – Brasil diz ver duas oportunidades para o país retomar uma agenda anticorrupção:

  • a mobilização social que barrou a chamada “PEC da Blindagem”
  • a coincidência de perfis considerados reformistas no comando dos cinco tribunais superiores

 

A entidade defende que esse cenário pode abrir espaço para medidas como a criação de um código de conduta na cúpula do sistema de Justiça.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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