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Agronegócio: Brasil discute cotas para exportação de carne bovina à China

Reunião para decidir o tema deve acontecer nesta quinta-feira. País asiático estabeleceu no ano passado uma tarifa de 55% fora da cota de importação.

Reunião para decidir o tema deve acontecer nesta quinta-feira. País asiático estabeleceu no ano passado uma tarifa de 55% fora da cota de importação.

 Brasil discute cotas para exportação de carne bovina à China | Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Brasil discute cotas para exportação de carne bovina à China | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

governo federal poderá discutir em reunião nesta quinta-feira (12) um pedido do Ministério da Agricultura para estabelecer cotas por empresa na exportação de carne bovina para a China, informou o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, à Reuters.

Medida para evitar corrida de exportações

Segundo ele, o ministério estuda com o setor privado formas de evitar uma corrida desenfreada de embarques ao principal mercado do Brasil, após o país asiático ter fixado no ano passado uma tarifa de 55% fora da cota de importação.

 

Rua afirmou que o pedido foi encaminhado ao Comitê Executivo de Gestão (Gecex) para avaliar os riscos de desorganização do mercado caso todas as empresas tentem exportar simultaneamente dentro do limite permitido.

A cota brasileira para 2026, sem tarifa adicional, é de pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Já encaminhamos ao Gecex a exposição de motivos pensando em alternativas para uma eventual decisão de controle dos volumes. É uma discussão, temos conversas com o setor privado em busca de alternativas que evitem uma corrida desenfreada nos embarques, disse.

Limite menor que exportações atuais

Conforme decisão chinesa em processo de salvaguardas, o Brasil terá uma cota livre de tarifa de 1,106 milhão de toneladas em 2026, com aumento de cerca de 2% nos dois anos seguintes. O volume é inferior ao exportado pelo Brasil em 2025, quando foram embarcadas mais de 1,6 milhão de toneladas de carne bovina in natura, gerando preocupação entre frigoríficos.

Rua afirmou não saber se o tema entrou na pauta da reunião do Gecex, órgão da Camex, mas destacou que quanto antes houver decisão, melhor.

Tomaremos decisões quando as coisas tiverem clareza, afirmou, acrescentando que será necessária avaliação jurídica.

Ele ressaltou ainda que já existe modelo semelhante de cotas para exportação de carne de frango para a União Europeia e negou interferência no mercado:

É simplesmente uma organização.

Reação do setor

O presidente da Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, afirmou que o setor defende negociação com a China para eliminar a tarifa extra-cota. Caso isso não ocorra, a proposta seria dividir a cota entre as empresas conforme o desempenho de cada uma em 2025, embora a forma de implementação não seja unanimidade entre os exportadores.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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