Essenciais para a defesa do organismo, as reações do sistema imunológico têm como função proteger o corpo contra agentes nocivos. No entanto, quando essa resposta acontece de forma exagerada diante de substâncias comuns, como alimentos, medicamentos, poeira ou cosméticos, surgem as alergias. Já as intolerâncias alimentares, apesar de frequentemente confundidas com alergias, têm outra origem e exigem abordagens diferentes. Entender essas distinções é fundamental para evitar riscos à saúde e restrições desnecessárias.
Essenciais para a defesa do organismo, as reações do sistema imunológico têm como função proteger o corpo contra agentes nocivos. No entanto, quando essa resposta acontece de forma exagerada diante de substâncias comuns, como alimentos, medicamentos, poeira ou cosméticos, surgem as alergias. Já as intolerâncias alimentares, apesar de frequentemente confundidas com alergias, têm outra origem e exigem abordagens diferentes. Entender essas distinções é fundamental para evitar riscos à saúde e restrições desnecessárias.
Segundo a médica alergologista e imunologista do Instituto Nutrindo Ideais Camilee Tostes, as alergias podem se manifestar em qualquer fase da vida, embora muitas tenham início na infância. “Elas se desenvolvem quando o sistema imunológico passa a reagir de forma exagerada a certas substâncias que, geralmente, não representam perigo”, explica. Nesse processo, o organismo produz anticorpos específicos, principalmente a IgE e, a partir do contato com o agente desencadeador, ocorre a liberação de mediadores inflamatórios, como a histamina, responsável pelos sintomas alérgicos, que podem variar de leves a graves.
GENÉTICA
A predisposição genética tem um papel importante nesse contexto. Ter pais alérgicos aumenta significativamente o risco de desenvolver doenças atópicas, como rinite, asma, dermatite atópica e alergias alimentares. Ainda assim, Camilee destaca que genética não é destino. “O ambiente, a alimentação, o microbioma intestinal e o estilo de vida tem um papel decisivo na expressão, ou não, dessa predisposição”, afirma.
Nem toda alergia, porém, é permanente. Algumas, em especial na infância, podem regredir com o tempo. Outras tendem a persistir, mas isso não significa conviver para sempre com os sintomas. “Hoje sabemos que, ao tratar o paciente de forma integral, controlando o ambiente, a inflamação e modulando o sistema imunológico, é possível reduzir ou até eliminar manifestações alérgicas”, explica a especialista, sobretudo em quadros leves ou moderados.
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