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Medicamento ajuda a amenizar reações colaterais da terapia oncológica

Ondas súbitas de calor, acompanhadas de suor intenso, rubor e mal-estar, são frequentemente associadas à menopausa feminina. Mas esse sintoma também afeta milhares de homens em tratamento contra o câncer de próstata, comprometendo a qualidade de vida, o sono e o humor.
Foto: Reprodução/ Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Ondas súbitas de calor, acompanhadas de suor intenso, rubor e mal-estar, são frequentemente associadas à menopausa feminina. Mas esse sintoma também afeta milhares de homens em tratamento contra o câncer de próstata, comprometendo a qualidade de vida, o sono e o humor. Agora, um estudo demonstrou que um medicamento originalmente desenvolvido para tratar bexiga hiperativa pode reduzir o chamado fogacho em pacientes submetidos à chamada terapia de privação androgênica (TPA), que reduz drasticamente os níveis de testosterona para conter o avanço do tumor.

O artigo, publicado no Journal of Clinical Oncology, demonstra que a substância oxibutinina, usada para reduzir contrações involuntárias na bexiga, interfere nos mesmos circuitos cerebrais responsáveis pela regulação térmica, diminuindo os episódios e a intensidade dos fogachos. O medicamento já havia sido testado, com sucesso, em mulheres, mas essa é a primeira vez que se investiga em pacientes do sexo masculino para combater os calores excessivos.

Embora existam medicamentos para combater esse efeito colateral da TPA, como antidepressivos, anticonvulsivantes e terapias hormonais, os resultados são variados, e a prescrição pode ser limitada por reações adversas.

Fadiga

Estima-se que entre 60% e 80% dos homens em TPA — um dos pilares no tratamento de câncer de próstata avançado ou de alto risco — desenvolvam fogachos. Em alguns casos, os episódios ocorrem várias vezes ao dia e também à noite, prejudicando o descanso. A privação crônica de sono pode levar a fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração e sintomas depressivos. Para parte dos pacientes, o desconforto é tão intenso que chega a comprometer a adesão ao tratamento oncológico.

O estudo incluiu 88 homens com câncer de próstata em uso de terapia hormonal que apresentavam pelo menos 28 episódios de fogachos por semana. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos: um recebeu placebo; outro, oxibutinina na dose de 2,5mg duas vezes ao dia; e o terceiro, 5mg, também em dose dupla.

Durante seis semanas, os homens registraram diariamente a frequência e a intensidade dos episódios. Além disso, responderam questionários sobre o impacto dos sintomas na rotina, incluindo sono, atividades sociais e bem-estar geral. Os dados mostraram que a dose mais alta de oxibutinina foi associada a uma redução média de quase sete ocorrências de fogachos por dia. No grupo placebo, a diminuição foi pouco superior a dois.

Informações – Correio Braziliense

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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