
A combinação entre sangramento menstrual intenso e dietas com pouca ou nenhuma carne pode multiplicar o risco de deficiência de ferro em adolescentes. É o que aponta um estudo conduzido na Suécia com 394 estudantes a partir dos 15 anos, publicado em dezembro na revista científica PLOS One. A pesquisa avaliou jovens que já haviam passado pela menarca (primeira menstruação) e investigou tanto o padrão menstrual quanto os hábitos alimentares. O risco foi ainda maior entre aquelas que combinavam fluxo menstrual elevado com dietas restritas de carne. Nesse grupo, a probabilidade de deficiência de ferro chegou a ser até 13 vezes maior em comparação com as demais participantes. Deficiência de ferro e anemia não são sinônimos. A carência do mineral ocorre quando os estoques estão reduzidos; a anemia surge quando essa falta já compromete a produção de hemoglobina e a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Por isso, é possível haver deficiência de ferro mesmo sem alterações evidentes no hemograma.
No início, o quadro costuma ser silencioso. Quando surgem, os sintomas incluem palidez de mucosas, cansaço, fadiga e desânimo, sinais que podem ser confundidos com as mudanças próprias da puberdade. O tratamento varia conforme a gravidade e pode envolver suplementação oral ou intravenosa. Em alguns casos, medicamentos hormonais também são indicados para reduzir o fluxo menstrual e melhorar a qualidade de vida das adolescentes, mesmo quando não há vida sexual ativa.











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