Presidente dos EUA deu entrevista ao site americano Axios e citou a sucessão na Venezuela como exemplo.
Por Redação g1
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Trump declarou que “precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã”.
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O presidente dos EUA confirmou que o filho de Ali Khamenei (morto em ataque no sábado) é o sucessor mais provável, mas afirmou que considera o resultado inaceitável.
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Trump rejeita um líder que mantenha as políticas de Khamenei, alertando que isso forçaria os EUA a voltar à guerra “em cinco anos”.
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A Casa Branca avalia qual será o papel de Washington no Irã após a campanha militar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã“, em entrevista ao site americano Axios nesta quinta-feira (5).
Segundo Trump, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é o sucessor mais provável, mas afirmou que considera o resultado inaceitável.
O republicano declarou que se recusa a aceitar um novo líder iraniano que dê continuidade às políticas de Khamenei, as quais, segundo ele, forçariam os EUA a voltar à guerra “em cinco anos”.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela”, disse Trump.
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O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Nathan Howard
Depois, em conversa com a agência de notícias Reuters, Trump confirmou as declarações dadas ao Axios, mas ponderou sobre o filho de Khamenei. Afirmou que ainda era muito cedo no processo de escolha de um novo líder e que Mojtaba era uma escolha improvável.
“Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro. Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo… Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país”, declarou.
O presidente americano, que chegou a falar sobre um prazo de 4 a 5 semanas de guerra no Irã também falou que a operação no país está à frente do cronograma, mas que não há uma previsão fechada. Garantiu ainda que o Estreito de Ormuz seguirá aberto, contrariando declarações da Guarda Revolucionária iraniana, que ameaça incendiar qualquer embarcação que passar pelo local.
Um dia antes, durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia revelado que relatos recebidos pelos EUA indicavam que nome do filho do ex-líder supremo era apontado como o principal candidato ao cargo (veja os nomes cotados no link abaixo).
Ainda de acordo com Leavitt, neste momento, o presidente e seus assessores estão discutindo qual papel Washington poderia desempenhar no Irã após a campanha militar no país.
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A secretária de imprensa da Casa Branca , Karoline Leavitt, realiza uma coletiva de imprensa na Casa Branca — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
EUA estão vencendo, diz secretário de Trump
Na quarta-feira (4), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país está vencendo a guerra contra o Irã.
Hegseth afirmou que a guerra contra o Irã está apenas no começo, mas que os EUA já conseguiram vitórias “históricas” contra o regime iraniano e suas forças militares. Hegseth também prometeu novas ondas de amplos bombardeios norte-americanos.
“Os Estados Unidos estão vencendo [a guerra] de forma decisiva, devastadora e sem piedade. (…) Estamos batendo neles enquanto eles estão caídos. (…) Vamos continuar atacando o Irã até decidirmos que está bom, e o regime iraniano não poderá fazer nada sobre isso. A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. (…) Eles estão acabados e sabem disso”, afirmou Hegseth.
O secretário de Guerra disse também que o Irã tentou matar o presidente dos EUA, Donald Trump, mas que “o líder da unidade dessa investida está morto e foi Trump quem deu a última risada”. Os EUA mataram muitos oficiais iranianos de alto escalão nos últimos dias.
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Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, atualiza informações sobre guerra contra o Irã em 2 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz











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