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BNB ouve elogios e críticas de agropecuaristas do Ceará

Queixas dos agropecuaristas focaram a burocracia do banco, que atrasa projetos. A superintendente do BNB, Eliane Brasil, porém, foi aplaudida pelos bons números que apresentou.

Queixas dos agropecuaristas focaram a burocracia do banco, que atrasa projetos. A superintendente do BNB, Eliane Brasil, porém, foi aplaudida pelos bons números que apresentou.

Escrito por

Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br

17 de Março de 2026 – 09:43

(Atualizado às 09:53)

Egídio Serpa

Legenda: Eliane Brasil, superintendente do BNB no Ceará, recebeu aplausos dos agropecuaristas, que criticaram a burocracia do banco

Foto: Egídio Serpa

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Vinte e cinco empresários cearenses da agropecuária reuniram-se ontem, 16, com a superintendente do Banco do Nordeste (BNB) no Ceará, Eliane Brasil, que ouviu rasgados elogios à sua atuação, mas duras críticas à excessiva burocracia interna da instituição, o que tem atrasado a análise e a aprovação dos projetos de financiamento, cujas liberações também sofrem retardo pela fragilidade do seu sistema digital.

Uma das queixas dos empresários presentes diz respeito ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro público eletrônico nacional criado para, exatamente, facilitar, entre outras coisas, o acesso ao crédito bancário. O CAR está disponível no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), com consulta pública disponível para verificar limites de terra e sobreposições.

Dois dos empresários presentes manifestaram a insatisfação dos agropecuaristas com as equipes técnicas do BNB, que demoram demasiadamente para examinar as propostas de pedido de financiamento.

“Além das extensas exigências, o banco ainda procrastina o exame das propostas”, disse um agricultor.

Foi citado o caso dos pequenos carcinicultores da região do Jaguaribe, onde há, segundo revelou o secretário Executivo do Agronegócio do governo do Estado, Sílvio Carlos Ribeiro, 2.274 produtores de camarão que tentam e não conseguem obter, com celeridade, o financiamento de que precisam.

A superintendente Eliane Brasil, antes de responder às perguntas do atento auditório, mostrou números espetaculares da atuação do BNB no Nordeste e no Ceará, especificamente. Por exemplo: o Plano Safra para a região nordestina no período 2025/2026, tem dotação de R$ 22 bilhões, dos quais R$ 1,6 bilhão para o Ceará, cuja aplicação, até este mês de março, já alcançou 82,7%; em 2025, 94% das exportações nacionais de castanha de caju concentraram-se no Ceará, o que significou um aumento de 31% em relação a 2024; na construção da Ferrovia Transnordestina, o BNB aplicou em 2025 o equivalente a R$ 1,7 bilhão oriundos do FNE; no ano passado, o FNE, via BNB, aplicou no Ceará R$ 881,2 milhões em projetos de infraestrutura; R$ 1,37 bilhões no comércio e serviços; ; R$ 1,38 bilhões na pecuária; R$ 861 milhões na indústria; R$ 435 milhões na agricultura; R$ 222,5 milhões no turismo; e R$ 19,7 milhões na agroindústria, totalizando R$ 5,1 bilhões.

Eliane Brasil disse que a estimativa de impactos das cntratações do FNE no Ceará, de janeiro a dezembro de 2025, alcançam R$ 6,5 bilhões na criação de 58 mil novos empregos, no incremento da massa salarial, no recolhimento de R$ 217 milhões em tributos, no aumento do Valor Bruto da Produção em R$ 4,5 bilhões e no incremento do Valor Adicionado em até R$ 2,1 bilhões

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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