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Caso em Morada Nova expõe suspeita de ligação entre crime e eleições

A operação que investiga a atuação de uma organização criminosa em Morada Nova, no interior do Ceará, trouxe novos elementos sobre a possível ligação do grupo com o cenário político local.

A operação que investiga a atuação de uma organização criminosa em Morada Nova, no interior do Ceará, trouxe novos elementos sobre a possível ligação do grupo com o cenário político local.

Segundo as investigações da “Operação Traditori” da Polícia Federal, uma facção teria estruturado um esquema para atuar dentro da política do município, com indícios de financiamento de campanhas eleitorais por meio de recursos de origem ilícita. A apuração aponta que o apoio pode ter alcançado vereadores e até um candidato à prefeitura nas eleições de 2024.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso operava com uma estrutura organizada, dividida entre comando, setor financeiro e articulação política. O dinheiro, proveniente principalmente de atividades ilegais, seria utilizado para custear campanhas eleitorais, com expectativa de retorno político e influência dentro da gestão pública.

A ofensiva policial resultou na prisão de cinco vereadores da cidade: Hilmar Sérgio, presidente da Câmara Municipal; Gleide Rabelo, integrante da Mesa Diretora; Régis RumãoCláudio Maroca; e Júnior do Dedé, que também ocupava cargo na administração municipal.

Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento dos parlamentares das funções por um período de 180 dias. Também foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão.

O inquérito também cita Marco Bica (PT), conhecido como “Marquinho da Ana”, candidato a prefeito derrotado em Morada Nova na eleição de 2024 e então titular da Superintendência de Obras Hidráulicas do Estado (Sohidra) A Justiça negou o pedido de prisão preventiva, por entender que ainda não há provas concretas de atuação direta em favor da organização criminosa. O caso, no entanto, segue sob investigação.

Após a operação, o político decidiu se afastar do cargo público que ocupava, alegando a necessidade de preservar a instituição e colaborar com o andamento das apurações.

A repercussão também atingiu a administração municipal. Um dos investigados deixou o cargo que ocupava na Prefeitura após a operação.

As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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