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MARANHÃO | Falha em vedação provocou queda de foguete após lançamento em Alcântara

A empresa sul-coreana Innospace confirmou nesta terça-feira (17) que a queda do foguete HANBIT-Nano, lançando a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, foi causada por um vazamento de gás no motor do primeiro estágio.

Investigação aponta erro de montagem como causa de vazamento que levou à perda de controle do veículo…

Publicado em 17/03/2026

Foto: Sgt Vanessa Sonaly/Divulgação
Foto: Sgt Vanessa Sonaly/Divulgação

A empresa sul-coreana Innospace confirmou nesta terça-feira (17) que a queda do foguete HANBIT-Nano, lançando a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, foi causada por um vazamento de gás no motor do primeiro estágio.

De acordo com a análise técnica, o problema surgiu poucos segundos após a decolagem, quando o foguete apresentou instabilidade ainda em ascensão. Cerca de meio minuto depois do lançamento, a falha comprometeu o empuxo necessário para manter o voo, resultando na perda de controle e na destruição do veículo no ar.

A investigação identificou que a origem do vazamento está ligada a um erro durante a remontagem de componentes já em território brasileiro. Houve, segundo a empresa, uma vedação inadequada em parte do sistema do motor, o que permitiu a fuga de gás e comprometeu o funcionamento do equipamento.

O lançamento ocorreu às 22h13 do dia 22 de dezembro, como parte da Operação Spaceward. O foguete não era tripulado e levava a bordo cargas experimentais e tecnologias desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. A queda aconteceu dentro da área de segurança da base, sem registro de feridos.

A apuração foi realizada em conjunto com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, a Força Aérea Brasileira e o próprio centro de lançamento, além de especialistas independentes. O trabalho incluiu análise de telemetria, dados de rastreamento e a inspeção de centenas de fragmentos do foguete.

Logo após o incidente, equipes da Força Aérea e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para garantir a segurança da área. Segundo os órgãos envolvidos, todos os protocolos previstos foram seguidos corretamente.

Imagens da transmissão oficial mostraram o momento em que a equipe técnica identificou uma anomalia durante o voo. Antes da falha, o foguete chegou a ultrapassar a velocidade do som e atingiu a fase de maior pressão aerodinâmica, conhecida como Max Q.

A Innospace informou que pretende realizar uma nova tentativa de lançamento ainda este ano, após implementar as correções necessárias e obter a validação das autoridades brasileiras e da Korea AeroSpace Administration. A data do próximo voo ainda não foi definida.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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