Conforme o projeto, serão gerados 3 mil empregos na região.
O município de Russas, na região do Vale do Jaguaribe, deve receber um distrito de exportação de frutas, legumes e verduras (FLV) ainda em 2026, segundo Amílcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec).
Com três safras anuais previstas, a expectativa é que a produção de alto valor agregado ultrapasse o faturamento de R$ 1 bilhão.
Segundo Amílcar, as negociações estão avançadas junto ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (SDE).
“Existe um perímetro irrigado em Russas. Minha sugestão para o Governo do Estado é de que haja a ampliação de mais 3,2 mil hectares em parceria com a Faec para que a gente possa fazer um distrito de exportação de FLV”, afirmou.
“O trabalho será feito para captar clientes e fazer as produções sob demanda. Os compradores vão pedir, vamos produzir e mandar para a Europa principalmente”, completou.
Amílcar reforça ainda que a produção na área expandida desse perímetro irrigado em Russas “geraria em torno de 3 mil empregos só para exportação“.
“Haverá toda uma certificação para exportação, desde livres de ‘moscas-da-fruta’ até outras pragas, bem como certificações internacionais. Vamos pegar toda a área de uma vez só, e as empresas que ficarão instaladas lá serão convidadas para estarem lá”, acrescenta o presidente da Faec.
De acordo com Amílcar Silveira, trata-se de uma cooperação entre a Faec e o Governo do Estado “já acertada”.
Procurada pela reportagem, a SDE informou que “é prematuro falar sobre detalhes do projeto que ainda está em fase de elaboração”. “Tão logo o mesmo seja concluído, a secretaria prestará todos os esclarecimentos sobre o assunto”, disse.
Espaço depende de liberação do Dnocs, diz Faec
O próximo passo é solicitar ao Dnocs, órgão responsável pelo perímetro irrigado, a cessão do espaço.
“Já fiz esse pedido ao Governo do Estado. Minha expectativa é que, até o final do ano, essa história se resolva. Acho que o desenvolvimento do agronegócio passa pelos perímetros irrigados. O PIB de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) com só 30 mil hectares de perímetro irrigado, enquanto a gente tem 54 mil. Podemos dar um salto enorme”, compara.











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