O Estado é o primeiro do Brasil a começar a imunização contra a doença em 2026.

O Ceará inicia a vacinação contra a influenza nos grupos prioritários nesta sexta-feira (20), antes do restante do País. A antecipação da campanha ocorre em meio ao período sazonal de crescimento de síndromes gripais, que apresenta uma predominância de casos de influenza neste ano.
O pioneirismo estadual não é uma novidade, conforme aponta a coordenadora de Imunização da Secretaria da Saúde (Sesa), Ana Karine Borges, em entrevista ao Diário do Nordeste.
“Historicamente, o Ceará vem sempre antecipando suas estratégias de vacinação, considerando toda a oportunidade que a cadeia de frio e a gestão estadual, em colaboração com os municípios, proporcionam para que as vacinas cheguem imediatamente às salas de vacinação”, disse.
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O início da campanha acontece em meio à circulação da “gripe k” no Estado. Apesar do nome, a condição não é uma doença nova, mas uma variante do vírus da Influenza A (H3N2) com alta taxa de transmissibilidade. A autoridade de saúde reforça que o imunizante atual oferece proteção contra a mutação.
Como o fármaco leva de duas a três semanas para que o corpo desenvolva os anticorpos necessários, a antecipação também é estratégica para frear a cadeia de transmissão.
A influenza é uma doença que realmente pode complicar, pode levar a óbito, principalmente quando a gente se trata de grupos mais vulneráveis. […] Então, se a vacina já está disponível, a gente precisa garantir essa imunização em tempo oportuno para que a gente possa evitar maiores complicações.”
Crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, professores, profissionais da saúde, caminhoneiros e outros públicos vulneráveis fazem parte dos grupos prioritários contemplados pela ação de vacinação, conforme a Sesa.
Quem são os grupos prioritários?
Até a madrugada dessa quinta-feira (19), o Ministério da Saúde enviou um total de 760 mil doses ao território cearense, o que representa aproximadamente 21% da meta local de vacinar 3,4 milhões de pessoas até 30 de maio.
São imunizados o público considerado mais vulnerável, como crianças e idosos, que atualmente são os mais hospitalizados devido ao agravamento de quadros de influenza no Estado.
Além deles, segundo Ana Karine, são vacinados os trabalhadores de serviços essenciais, como professores, profissionais da saúde e caminhoneiros, evitando ausências em seus postos de operação ou transmissão do vírus a outras pessoas.
A seguir, confira a lista de grupos prioritários que podem tomar a vacina da influenza no Ceará:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);
- Trabalhadores da Saúde;
- Gestantes e puérperas;
- Professores do ensino básico e superior;
- Povos indígenas e quilombolas;
- Pessoas com 60 anos ou mais;
- Pessoas em situação de rua;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
- Pessoas com deficiência permanente;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores dos Correios;
- Trabalhadores portuários e de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso;
- Profissionais das Forças Armadas, Forças de Segurança e Salvamento;
- População privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas.
Onde se vacinar contra influenza no Ceará?
A vacinação desta sexta é realizada nos postos de saúde de todos os municípios do Estado, conforme programação de cada um.
Em Fortaleza, os cidadãos também podem se vacinar nas três unidades do Vapt Vupt, situadas nos bairros Papicu, Messejana e Antônio Bezerra, com horário de funcionamento das 8h às 17h. A sala de vacina do Vapt Vupt do Papicu terá um horário especial no sábado (21), funcionando das 8h às 16h.
Além disso, de acordo com a prefeitura da Capital, nos dois dias desse fim de semana, a população poderá se vacinar em 16 locais, sendo 15 postos de saúde que funcionarão das 8h às 16h30, além do Shopping Iguatemi, das 11h as 16h.
Quais documentos levar?
Alguns grupos prioritários devem apresentar documentação que comprove a elegibilidade, como laudos médicos para pessoas com comorbidades e comprovantes de vínculo profissional para trabalhadores da saúde e professores.
Apesar das especificidades de cada grupo, Ana Karine destaca que todos devem portar documento de identificação com foto. Ela também destaca a importância de levar o cartão de vacinação, o que possibilita a verificação de eventuais imunizantes pendentes.













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