Segundo as apurações, o contador teria atuado como intermediário em um suposto esquema de obtenção de informações fiscais protegidas.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do contador Washington Travassos de Azevedo, suspeito de integrar um esquema de acesso ilegal a dados de autoridades ligadas ao Supremo Tribunal Federal.
A decisão tramita sob sigilo, mas foi confirmada após revelação inicial da imprensa. O investigado está preso há mais de uma semana.
ATUAÇÃO NO ESQUEMA
Segundo as apurações, o contador teria atuado como intermediário em um suposto esquema de obtenção de informações fiscais protegidas. Ele faria a ligação entre interessados em acessar dados sigilosos e pessoas com capacidade de obtê-los.
A investigação foi aberta para apurar o possível acesso indevido a informações de mais de 100 pessoas, incluindo ministros e indivíduos ligados ao STF.
ALCANCE DAS INVESTIGAÇÕES
Até o momento, ao menos seis pessoas já foram alvo de mandados de busca e apreensão, dentro do mesmo inquérito, que segue sob segredo de Justiça.
Em nota, o Supremo informou que a prisão foi decretada em 13 de fevereiro e cumprida no dia seguinte. O tribunal aponta que o investigado teria papel relevante na estrutura do grupo.
“Uma vez que o investigado foi apontado, dentro da organização criminosa, como um dos mandantes na cadeia de obtenção de dados fiscais protegidos por sigilo funcional”, diz o comunicado.
DADOS ACESSADOS
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o contador teria acessado informações contidas em declarações de Imposto de Renda de 1.819 contribuintes.
Entre os atingidos estariam pessoas com ligação a ministros do STF, integrantes do Tribunal de Contas da União, deputados federais, ex-senadores, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e empresários.











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