
Nesta quarta-feira (08), os efeitos do cessar-fogo envolvendo os Estados Unidos já puderam ser percebidos no cenário econômico. O preço do barril de petróleo recuou para abaixo de US$ 100, e a trégua deve durar pelo menos duas semanas.
Por volta das 8h, no horário de Brasília, os contratos do tipo Brent registravam queda de 14,19%, com o barril cotado a US$ 93,72. Já o WTI, referência no mercado norte-americano, apresentava recuo ainda maior, de 16,43%, sendo negociado a US$ 94,37.
A mudança de postura de Donald Trump ocorreu pouco antes do fim do prazo estabelecido para que o Irã liberasse o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial, sob ameaça de ataques em larga escala contra a infraestrutura civil do país.
“Este será um cessar-fogo bilateral!”, publicou o ex-presidente nas redes sociais. Mais cedo, na terça-feira, ele havia afirmado que “uma civilização inteira morrerá esta noite” caso suas exigências não fossem atendidas.
O governo iraniano declarou que suspenderá suas ações militares caso deixe de ser alvo de ataques. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz poderá ser garantida por duas semanas, em coordenação com as forças armadas do país.
Na avaliação de Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil, a expectativa é de liberação gradual da oferta de petróleo que estava retida na região. Ele destaca, porém, que o retorno às condições anteriores a março dependerá da capacidade de transformar a trégua em um acordo de paz duradouro nas negociações conduzidas no Paquistão.
Enquanto isso, diversos países do Golfo Pérsico relataram lançamentos de mísseis e ataques com drones, além de emitirem alertas para que a população buscasse abrigo.
Para Saul Kavonic, analista da MST Marquee, mesmo com um eventual acordo, o Irã pode continuar utilizando o Estreito de Ormuz como forma de pressão, o que tende a aumentar de forma permanente a percepção de risco no mercado.
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou, em março, o maior aumento mensal já registrado nos preços do petróleo, com alta superior a 50%.











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