Notícias

Políticos apostam em delação seletiva de Vorcaro, mas investigadores resistem e dizem que colaboração terá que avançar nas provas

Bastidores indicam que autoridades não aceitarão acordo parcial no caso. Advogados chegaram a sondar uma colaboração limitada, sem detalhar relações de Vorcaro com autoridades, mas a proposta foi rechaçada.

 

  • Investigadores que atuam no caso envolvendo o empresário Vorcaro têm indicado que não aceitarão uma delação premiada seletiva ou parcial.

  • Segundo relatos de bastidores, interlocutores ligados ao gabinete do ministro Mendonça afirmam que qualquer colaboração deverá revelar todos os ilícitos relacionados ao caso.

  • As informações fornecidas em eventual delação serão confrontadas com provas e documentos já reunidos no processo.

  • A avaliação entre investigadores é que uma delação incompleta ou “meia-boca” não será homologada pelas autoridades responsáveis.

  • Integrantes da investigação dizem ainda que parte das informações pode ser confirmada diretamente em contratos e documentos analisados.

Vorcaro é transferido para penitenciária em Brasília — Foto: Reprodução TV Globo

Vorcaro é transferido para penitenciária em Brasília — Foto: Reprodução TV Globo

Investigadores que acompanham o caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro têm indicado, nos bastidores, que não aceitarão uma delação premiada seletiva.

Segundo relatos obtidos pelo blog, interlocutores ligados ao gabinete do ministro Mendonça afirmam que ninguém está sendo pressionado a fazer delação. No entanto, caso haja colaboração, todos os ilícitos relacionados ao caso, mesmo envolvendo autoridades dos três Poderes, terão de ser revelados com clareza.

De acordo com essas fontes, as informações apresentadas em uma eventual delação serão cruzadas com as provas já existentes no processo.

A avaliação de quem acompanha a investigação é que uma delação considerada “meia-boca” não será homologada.

Parece óbvio dizer que a Polícia Federal não aceita colaborações parciais, mas há advogados que sondaram a possibilidade de uma colaboração não muito completa junto a investigadores. Ou seja, sem detalhar relações e eventuais negócios com autoridades da República, incluindo os 3 Poderes. A proposta foi rechaçada.

 

A eventual delação, caso avance, deverá ser conduzida pela Polícia Federal.

Nos bastidores, o ministro tem repetido a interlocutores que não pretende proteger ninguém e que seguirá apenas o que estiver comprovado nos autos.

 

Investigadores também ressaltam que parte das informações já pode ser verificada diretamente em documentos e contratos analisados no curso da investigação, independentemente de eventual delação.

Quem conhece Mendonça tem dito que a posição é clara: se houver delação, ela terá que ser completa. Caso contrário, ele não pretende homologar.

Avatar

Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

Adcionar comentário

Clique aqui para postar um comentário