Fiec inaugurou mais uma escola Sesi de referência, enquanto a Faec avança com seu projeto “Valores”, que já tem 140 unidades de ensino no interior cearense
Escrito por
Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br
17 de Março de 2026 – 06:00
(Atualizado às 06:15)
Legenda: Alunos do Projeto “Valores”, da Faec, em uma das 140 escolas em que ele é executado em municípios do interior do Ceará
Foto: Divulgação / Faec
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Há uma convergência das duas principais entidades do empresariado cearense – a Federação das Indústrias (Fiec) e a da Agricultura (Faec), que têm feito investimentos robustos na educação dos que trabalham nesses dois ramos da atividade econômica. Aqui está mais um exemplo: ontem, a Fiec inaugurou, na cidade de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, mais uma unidade de ensino de alto padrão, à qual deu o nome de Pedro Grendene Bertele, que, com seu irmão Alexandre, implantaram no Ceará várias fábricas de calçados que hoje empregam mais de 20 mil pessoas em Sobral, no Crato, em Fortaleza e em Horizonte. Um evento de magna importância a que compareceram, pessoalmente, além do homenageado, o próprio governador do estado, Elmano de Freitas.
Na agropecuária, a Faec, por sua vez, em parceria com prefeituras municipais, está replicando, em 140 escolas públicas do interior, um projeto educacional que há quase oito anos é praticado em Missão Velha, no Sul cearense, pelo Sítio Barreiras, empresa líder da produção de bananas no Nordeste, cujo dono é o empresário Fábio Régis. Denominado “Valores”, o projeto destina-se a um público-alvo específico: crianças de 2 a 6 anos de idade, as quais, além do curso de alfabetização, recebem também educação voltada para a formação do seu caráter moral.
Como disse ontem o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, em sua fala na inauguração da novíssima e moderna escola do Sesi de Horizonte, “nenhuma sociedade cresce de forma consistente sem investir na formação de sua juventude”, pois “a educação sempre foi e continuará sendo o caminho mais seguro para transformar vidas, reduzir desigualdades e abrir novos horizontes para as gerações atuais e vindouras”.
Cavalcante tem razão. Reparem no exemplo da Coreia do Sul, que há 30 anos era quase um zero à esquerda no mapa do mundo. Seu governo tomou a decisão política (foi uma grave e profunda decisão política, que só a tomam os estadistas) de investir tudo na formação de suas crianças, adolescentes e jovens. Resultado, a Coreia é hoje uma das potências econômicas do mundo. É lá o endereço das gigantes multinacionais Samsung, Hyunda SKi Motors, LG, Lotte Group. Só a Samsung Eletronics responde por 20% do PIB coreano.
O que fazem a Fiec e a Faec é algo um pouco semelhante ao que fizeram os coreanos, porque as lideranças de ambas as federações foram, desde que assumiram o seu comando, orientadas a priorizar a educação. E para isto a Fiec e a Faec dispõem de organismos criados, respectivamente, para esse mister – o Sesi (Serviço Social da Indústria) e o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), ambos integrantes do Sistema S. Assim, suportadas por essas duas pilastras educacionais, a indústria e a agropecuária contribuem com o poder público no desenvolvimento dessa incumbência de formação e qualificação da mão de obra industrial e agropastoril.
O presidente da Faec, Amílcar Silveira, que agora é, também, vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) – assim como seu colega da Fiec, Ricardo Cavalcante, ocupa o mesmo posto na diretoria da CNI – disse que “a convergência das nossas entidades para a priorização dos investimentos em educação está em linha com as exigências do mercado de trabalho da indústria e da agropecuária, que além do conhecimento estabelecido pela sua grade curricular, requer, nestes tempos atuais, o domínio básico da linguagem digital, incluindo a Inteligência Artificial, e é nesta direção que estamos a caminhar o caminho correto”.
Coincidindo com a opinião do seu colega da Faec, o presidente da Fiec disse sob aplausos, na inauguração da Escola Pedro Grendene:
“Mais do que transmitir conteúdos, queremos despertar curiosidade, estimular o pensamento crítico e formar jovens preparados para um mundo em permanente transformação”.
Para o estágio atual da economia do Ceará – que segue representando apenas 2,2% do PIB nacional — é alvissareira a notícia de que a Fiec e a Faec andam, nos últimos quatro anos, de mãos dadas, trabalhando para melhorar a performance da indústria e do agro, ou seja, na cidade e no campo.
Mas há um impedimento da natureza que atrasa esse desenvolvimento: a baixa oferta de chuvas. O agro cearense praticamente depende 100% da chuva. Como depois de amanhã será o Dia de São José, padroeiro do Ceara, oremos a Deus para que caia as chuvas necessárias à recarga dos grandes açudes do Ceará.











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