
A empresa sul-coreana Innospace confirmou nesta terça-feira (17) que a queda do foguete HANBIT-Nano, lançando a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, foi causada por um vazamento de gás no motor do primeiro estágio.
De acordo com a análise técnica, o problema surgiu poucos segundos após a decolagem, quando o foguete apresentou instabilidade ainda em ascensão. Cerca de meio minuto depois do lançamento, a falha comprometeu o empuxo necessário para manter o voo, resultando na perda de controle e na destruição do veículo no ar.
A investigação identificou que a origem do vazamento está ligada a um erro durante a remontagem de componentes já em território brasileiro. Houve, segundo a empresa, uma vedação inadequada em parte do sistema do motor, o que permitiu a fuga de gás e comprometeu o funcionamento do equipamento.
O lançamento ocorreu às 22h13 do dia 22 de dezembro, como parte da Operação Spaceward. O foguete não era tripulado e levava a bordo cargas experimentais e tecnologias desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. A queda aconteceu dentro da área de segurança da base, sem registro de feridos.
A apuração foi realizada em conjunto com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, a Força Aérea Brasileira e o próprio centro de lançamento, além de especialistas independentes. O trabalho incluiu análise de telemetria, dados de rastreamento e a inspeção de centenas de fragmentos do foguete.
Logo após o incidente, equipes da Força Aérea e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para garantir a segurança da área. Segundo os órgãos envolvidos, todos os protocolos previstos foram seguidos corretamente.
Imagens da transmissão oficial mostraram o momento em que a equipe técnica identificou uma anomalia durante o voo. Antes da falha, o foguete chegou a ultrapassar a velocidade do som e atingiu a fase de maior pressão aerodinâmica, conhecida como Max Q.
A Innospace informou que pretende realizar uma nova tentativa de lançamento ainda este ano, após implementar as correções necessárias e obter a validação das autoridades brasileiras e da Korea AeroSpace Administration. A data do próximo voo ainda não foi definida.











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