Leia a Coluna desta quarta-feira (18)

A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho e termina no dia 19 de julho. Pouco mais de um mês. Pela primeira vez, a competição está distribuída em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O número de participantes subiu para 48 seleções. Qualquer semelhança com a Copa do Brasil…
A Seleção Brasileira fará dois amistosos importantes. O primeiro contra a França, no dia 26 de março, e depois contra a Croácia, no dia 31 de março. Dois adversários difíceis. A França eliminou o Brasil na Copa de 1986, ganhou a final diante do Brasil em 1998 e eliminou o Brasil na Copa de 2006. Freguesia.
A convocação feita por Ancelotti para os dois amistosos causou controvérsia. Um dos pontos foi a ausência de Neymar. A crônica se mostra dividida em relação ao fato. A torcida brasileira me parece dividida também. Esse assunto vai render, principalmente se a Canarinho não for bem nos amistosos.
Ancelotti está em cima do muro: nem sim, nem não, muito menos pelo contrário. Mandou Neymar continuar trabalhando. Neymar vai continuar trabalhando. A meu juízo, se Neymar não sofrer nova lesão, deve ser convocado. Sou a favor.
Polêmica
Toda convocação sofre críticas. Há preferências pessoais. Há interferências veladas e não tão veladas. Até hoje pairam dúvidas sobre a convocação de Dario para a Seleção Brasileira que foi tricampeã do mundo em 1970 no México. Dizem que pesou a opinião do presidente da República, Emílio Garrastazu Médici.
Opinião
Médici, fã de Dario, expressou seu desejo de ver a convocação do Dadá Maravilha, do Atlético-MG. João Saldanha, técnico da Canarinho, reagiu. “Eu não escalo os ministros do presidente e o presidente não escala meus jogadores”. A verdade é que, se por tal fato ou não, Saldanha terminou demitido e Dario convocado por Zagallo.
A favor
Expressei, diversas vezes, a minha opinião favorável à convocação de Neymar. Não para ser titular. Mas entendo que ele pode ser um trunfo a ser usado em momentos estratégicos. Se conseguir jogar 30 minutos em alto nível, fará a diferença. Sua habilidade ainda é superior à de todos os demais.
Equívoco
Os treinadores têm seus pontos de vista. Procuro entendê-los, mas não é fácil. Jamais entendi Zagallo, nos momentos decisivos, não ter usado o grande Ademir da Guia na Copa de 1974, na Alemanha. Quando o escalou, foi no jogo de disputa do terceiro lugar, com o Brasil já fora da disputa pelo título.
Absurdo
Nunca entendi a razão pela qual Cláudio Coutinho e Telê Santana, técnicos do Brasil, respectivamente, nas Copas de 1978 e 1982, não usaram Zico e Roberto Dinamite como titulares absolutos. Coutinho deixou Zico no banco diante dos argentinos. Só o usou na fase final. Na Espanha, Telê ignorou Dinamite no elenco. Perdemos as Copas.











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