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Estados devem recusar proposta de zerar ICMS sobre combustíveis

Medida foi sugerida pelo governo federal para conter escalada dos preços.

Medida foi sugerida pelo governo federal para conter escalada dos preços.

Escrito por
Redação e Agência Brasilproducaodiario@svm.com.br

Foto de carro sendo abastecido em posto de combustíveis.
Legenda: Preço dos combustíveis escalou em todo o Brasil e pode levar a nova greve dos caminhoneiros.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Os governos estaduais não devem aceitar a proposta do governo federal para zerar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis.

A sugestão da União é zerar o ICMS, que é um tributo estadual, sobre a importação do diesel até o fim de maio. Metade das perdas seria compensada pela gestão federal.

A medida viabilizaria conter a subida do preço dos combustíveis, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, e também evitaria uma nova greve dos caminhoneiros.

O impacto dos cofres estaduais seria de R$ 3 bilhões, com comprometimento de ressarcimento de R$ 1,5 bilhão pela União.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu publicamente a redução do tributo estadual.

 

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A estratégia será discutida durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão formado pelos secretários de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal e presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, apresentou uma contraproposta. Os governos de Goiás, do Distrito Federal e de São Paulo também devem ser contra abrir mão da arrecadação.

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

O governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar os prejuízos dos estados.

O preço dos combustíveis está em escalada em todo o Brasil. Em uma semana, o preço do litro do diesel subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O governo federal adotou outras medidas, como a redução de cobrança dos tributos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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