Antecipação da eleição foi anunciada pela presidente da Corte. Posse de Marques, que chefiará o tribunal nas eleições deste ano, deve ocorrer no fim de maio; Mendonça será vice.
Por Rafael Holanda, Márcio Falcão, TV Globo — Brasília
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A presidente do TSE, Cármen Lúcia, anunciou que, na próxima terça-feira (14), a Corte vai realizar a eleição que definirá os ministros Nunes Marques, como presidente, e André Mendonça, como vice, do tribunal.
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A previsão inicial era realizar a eleição no fim de abril, mas Cármen decidiu antecipar a votação e o processo de transição, em razão das eleições deste ano.
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Com isso, a posse dos eleitos deve ocorrer no fim de maio.
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Nunes Marques tem dito a interlocutores que uma das prioridades de sua gestão será a adoção de medidas para diminuir a abstenção.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que, na próxima terça-feira (14), a Corte vai realizar a eleição que definirá os ministros Nunes Marques, como presidente, e André Mendonça, como vice, do tribunal.
A previsão inicial era realizar a eleição no fim de abril, mas Cármen decidiu antecipar a votação e o processo de transição, em razão das eleições deste ano.
Com isso, a posse dos eleitos deve ocorrer no fim de maio, um pouco antes do fim do prazo do mandato de Cármen, que se encerra em 3 de junho. Inicialmente, a posse de Nunes Marques estava prevista para o dia 2 de junho.
Os ministros Nunes Marques e André Mendonça estarão no comando do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições gerais de outubro, na qual os eleitores vão escolher presidente, governadores, senadores e deputados.
“Eu teria até o dia três de junho deste ano para honrosamente continuar presidente deste TSE. E, ao ministro Kássio Nunes Marques, sucessor natural da cadeira, e juntamente com o ministro André Mendonça, sobrariam pouco mais de 100 dias para o desempenho na direção das eleições até quatro de outubro de 2026”, disse Cármen.
“Por isso, eu decidi que, ao invés de deixar para o último dia de mandato a sucessão na presidência deste tribunal, decidi [antecipar] o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da casa e o processo de transição para o equilíbrio e calma aos que dirigirão a Justiça Eleitoral brasileira e conduzirão o processo de outubro de 2026”, completou a ministra.
Redução de abstenção será meta de Marques
Nunes Marques tem dito a interlocutores que uma das prioridades de sua gestão será a adoção de medidas para diminuir a abstenção.
O ministro também deve manter o modelo de parceria do TSE com plataformas digitais para assegurar a retirada rápida de conteúdos criminosos do ar.
O futuro presidente do TSE também estuda desenvolver em conjunto com as universidades uma ferramenta para facilitar a identificação de conteúdo que envolva o uso de inteligência artificial.
Como é a ocupação de cadeiras no TSE?
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Composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026 — Foto: Arte/g1
A escolha da cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue um sistema de rodízio e composição híbrida, definido pela própria Constituição Federal de 1988.
O TSE é composto por sete membros titulares, escolhidos de três origens diferentes:
- 3 ministros do STF;
- 2 ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ);
- 2 advogados (nomeados pelo Presidente da República).
A Constituição estabelece que a presidência e a vice-presidência do TSE devem ser ocupadas obrigatoriamente pelos ministros vindos do STF.
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Ministro Nunes Marques, futuro presidente do Tribunal Superior Eeitoral — Foto: Carlos Moura/SCO/STF











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