O Ceará chegou a 27 açudes sangrando nesta sexta-feira (17), segundo o boletim mais recente do Portal Hidrológico do Estado, atualizado às 10 horas. Além disso, outros cinco reservatórios estão com mais de 90% da capacidade total, enquanto 31 seguem em situação mais crítica, com menos de 30% do volume armazenado.
Entre os destaques está o açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, que voltou a sangrar desde a última quarta-feira e repete o feito pelo segundo ano consecutivo. A sangria reforça a quadra chuvosa no Estado e ajuda diretamente no abastecimento da região, já que a água segue pelo Rio Jaguaribe até o Castanhão, garantindo mais segurança hídrica para quase quatro milhões de pessoas na Região Metropolitana de Fortaleza.
Já o Castanhão, maior açude do Estado, localizado em Alto Santo, está atualmente com 26,6% da capacidade, ainda bem abaixo do volume ideal. Mesmo assim, o Orós tem papel estratégico importante no abastecimento de vários sistemas hídricos, como Orós-Feiticeiro, Orós-Lima Campos e Orós-Jaguaribe, fundamentais para o consumo humano, irrigação e atividades econômicas em diversas cidades.
A sangria do Orós deve continuar nos próximos dias, impulsionada também pelas águas que chegam do açude Muquém, em Cariús. Atualmente, a lâmina de sangria do reservatório está em 11 centímetros.
Na Região Metropolitana de Fortaleza, o açude Germinal, em Pacoti, também atingiu 100% da capacidade e entrou em sangria, com lâmina de 3 centímetros.
O último reservatório a transbordar foi o açude Sucesso, em Tamboril. Outros açudes que podem sangrar nos próximos dias ficam em municípios como Santana do Acaraú, Arneiroz, Senador Sá, Uruburetama e Caucaia.
Entre os reservatórios com mais de 90% de volume estão São Vicente, Arneiroz II, Tucunduba, Mundaú e Cauípe, mostrando que a quadra chuvosa segue trazendo bons resultados para o abastecimento hídrico no Ceará.
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