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Chapada do Araripe é a nova fronteira agrícola do Ceará

Nos lados cearense e pernambucano da região, há 1 milhão de hectares em que se plantam soja, milho, palma e mandioca

Nos lados cearense e pernambucano da região, há 1 milhão de hectares em que se plantam soja, milho, palma e mandioca

Escrito por

Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br

30 de Abril de 2026 – 06:00

Egídio Serpa

Legenda: O milharal acima não é no Mato Grosso, nem na Bahia, nem no Tocantins, mas é no lado cearense da Chapada do Araripe

Foto: Divulgação

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Mais rapidamente do que se previa, avança na velocidade do xaxado a nova fronteira agrícola do Ceará e de Pernambuco: a Chapada do Araripe, localizada no Sul cearense e no Oeste pernambucano. Nela, sob as bençãos de Deus e sob as chuvas com as quais a natureza costuma presentear a região nos primeiros quatro meses de cada ano, cresce uma agricultura de alta tecnologia que incrementa cultivos variados, incluindo as do sorgo, milho, soja, mandioca e palma forrageira.

Grandes e pequenos produtores, alguns dos quais procedentes de Mato Grosso, do Piauí e da Bahia, investem no aproveitamento das características araripinas: altitude de 900 metros acima do nível do mar, pluviometria regular (mesmo em anos desfavoráveis, as chuvas caem sobre a Chapada), solo adaptável às variadas culturas e, de quebra, algo divino: o sol. Na Chapada do Araripe, em se plantando, também dá café, e do bom, asseguram técnicos do Instituto de Desenvolvimento do Espírito Santo, que tem no cultivo do café um dos pilares de sua economia, e que prestam consultoria à Federação da Agricultura e Pecuária (Faec).

Dá gosto e provoca entusiasmada alegria a audição dos áudios que trocam, permanentemente, nas 24 horas do dia, mais de 1 mil produtores rurais de Pernambuco e do Ceará, que por uma rede social, não param de trocar opiniões, comentários e informações acerca do que já fizeram, estão fazendo e planejam fazer naquela potencialmente rica área, cuja população, aliás, é modelo de confraternização pessoal e de interesse econômico comum. Não há divergências bairristas. Pelo contrário, o que há é a convergência pelo melhor resultado do investimento na agricultura e na pecuária, e prova disto é a diária permuta de experiências.

Em áudio transmitido ontem para os mais de 1 mil alistados no grupo social acima referido, um empresário cearense do agro, com forte sotaque caririense, confessou o seguinte:

“Lembro-me de que, há apenas quatro, quando eu e outros amigos andávamos pela Chapada do Araripe, o que víamos eram pequenas plantações de mandioca e capim. Hoje, a realidade é outra, completamente diferente daquela. Isto é muito bom, é gratificante. Estamos vendo crescer a distribuição de renda na região. Estamos vendo o aumento da área de pastagem, o aumento da produção de mandioca, que hoje, lá em cima (da chapada), é feito em cerca de 60 mil hectares. E vem muito mais novidade por aí, minha gente. O que posso dizer, neste momento, é o seguinte: quem ainda não conhece a Chapada do Araripe venha conhecê-la. Ela tem quase 1 milhão de hectares nos vários municípios do Ceará e de Pernambuco que ela envolve. A Chapada é um platô, é uma mesa de bilhar. É uma região ‘sui generis’ pelas condições naturais que possui, pela sua posição geográfica, equidistante das várias capitais da região Nordeste e dos seus grandes portos marítimos, polo produtor de calcáreo e de gesso pelo qual pelo qual começam a circular os trens da primeira etapa da Transnordestina.”

Um depoimento assim estimula os que ainda duvidam sobre o que se passa e o que se passará, no curto prazo, na Chapada do Araripe. Outro produtor, este residente em Exu, postou no mesmo grupo social o seguinte, como resposta ao comentário acima:

“Crato, Barbalha, Missão Velha, Brejo Santo, Araripe, Salitre, Serrolândia, Araripina, Marcolândia, Santana do Cariri, Exu e outros municípios caririenses só têm a crescer com o desenvolvimento da agropecuária do Cariri.”

Pelo que esta coluna observa, acompanhando a troca de mensagens desse grupo social e seguindo a progressão dos projetos que a Faec, com o apoio da Fiec, do Sebrae, governo do Ceará e do BNB, o futuro da economia primária da região do Cariri – do lado cearense e do lado pernambucano – é promissor. Um desses projetos é o denominado “Algodão do Ceará”, do qual faz parte o cultivo da soja como preparação do solo que, dentro de mais um ano, começará a receber as sementes selecionadas da Embrapa Algodão, com sede em Campina Grande (PB) e unidade de pesquisa em Barbalha.

“Estamos sonhando grande, sonhando alto, pois já temos a certeza técnica e científica de que a Chapada do Araripe, assim como as do Apodi e da Ibiapaba são os novos endereços do agro do Ceará, e neles vamos focar nossa atenção”, disse o presidente da Faec, Amílcar Silveira.

FIEC ENTREGA SELO ESG A MAIS 5 INDÚSTRIAS CEARENSES

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realiza, no próximo dia 05/05, a 14ª edição da entrega do Selo ESG-FIEC, para reconhecer as práticas sustentáveis das empresas Grendene, Cimento Apodi, Nova Eólica, Cajucoco, Harmony Empreendimentos, além de renovar a certificação da Durametal, da Naturágua e da Alimempro. A cerimônia aconteceRÁ às 8h, na Casa da Indústria.

Lançado em 2022, o Selo ESG-FIEC simboliza o compromisso da indústria com ações de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa. A iniciativa conta com a chancela do Bureau Veritas, organismo certificador presente em mais de 140 países.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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