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Estrabismo em adultos: por que ainda é preciso falar sobre tratamento

Durante muito tempo, o estrabismo foi tratado como um problema que precisava ser corrigido apenas na infância. Essa ideia ainda é muito presente na sociedade e faz com que muitos adultos convivam durante anos, às vezes décadas, com o desalinhamento ocular acreditando que não existe mais solução para o problema.

Escrito por
Carolina Magalhães Bianchiproducaodiario@svm.com.br

Carolina Magalhães Bianchi é médica
Legenda: Carolina Magalhães Bianchi é médica

Durante muito tempo, o estrabismo foi tratado como um problema que precisava ser corrigido apenas na infância. Essa ideia ainda é muito presente na sociedade e faz com que muitos adultos convivam durante anos, às vezes décadas, com o desalinhamento ocular acreditando que não existe mais solução para o problema.

Na prática clínica, vejo diariamente pacientes que cresceram ouvindo que “já passou do tempo de tratar”. Muitos passaram a infância enfrentando comentários, apelidos e situações de constrangimento. Outros aprenderam a evitar o contato visual ou desenvolveram inseguranças profundas por causa do desvio ocular. Ao longo da vida, acabam adaptando seus comportamentos para esconder algo que, na verdade, poderia ter tratamento.

É importante deixar claro que o estrabismo não é apenas uma questão estética. O desalinhamento dos olhos pode provocar visão dupla, fadiga ocular, dores de cabeça, dificuldade de foco e prejuízos na percepção de profundidade. Além disso, o impacto emocional costuma ser significativo, afetando a autoestima e as relações sociais.

Outro ponto importante é que o estrabismo não existe apenas na infância. Há casos que começam ainda nos primeiros anos de vida e não foram tratados adequadamente, mas também existem situações em que o problema surge na vida adulta por diferentes causas, como traumas, doenças neurológicas, alterações musculares ou doenças sistêmicas.

A boa notícia é que hoje existem tratamentos seguros e eficazes também para pacientes adultos. Dependendo do caso, a abordagem pode envolver o uso de óculos, prismas ou cirurgia para correção do alinhamento ocular. O objetivo é sempre melhorar não apenas a aparência, mas também a função visual e a qualidade de vida do paciente.

Muitas pessoas se surpreendem quando descobrem que ainda é possível tratar o estrabismo depois de adultas. E, mais do que isso, se surpreendem com o impacto positivo que essa decisão pode trazer para a vida.

Por isso, meu principal conselho para quem convive com o estrabismo há anos é simples: procure avaliação com um oftalmologista especializado. Nunca é tarde para cuidar da visão, da saúde e da autoestima.

Carolina Magalhães Bianchi é médica

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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