Treinador fará mudanças para amistoso contra o Egito

O Brasil fará seu último amistoso antes da Copa do Mundo neste sábado (6), diante do Egito, às 19 horas, no estádio Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos.
Será a última oportunidade para o técnico Carlo Ancelotti testar taticamente a equipe antes da estreia no dia 13 contra Marrocos.
O Egito se assemelha taticamente ao Marrocos, mesmo sem a mesma qualidade individual dos jogadores e dinâmica coletiva, por isso é um bom teste.
O treinador afirmou em entrevista coletiva na véspera do jogo que o sistema com 4 atacantes, o 4-2-4 implementado por ele como esquema base já está consolidado e que ele precisa testar alternativas.

Mas que alternativas são essas? E porque os testes táticos são tão necessários?
Porque o 4-2-4 não funcionou na derrota para a fortíssima França no dia 27 de março por 2×1 em Boston, nem diante da frágil seleção do Panamá no dia 31 de maio no Maracanã, mesmo goleando por 6×2.
Diante dos dois adversários, ter apenas dois jogadores no meio permitiu a eles, de níveis muitos discrepantes, levarem perigo ao gol do Brasil.
Portanto, o treinador quer testar uma formação mais segura, que fortaleça a marcação no meio campo e ao mesmo tempo, que mantenha a força ofensiva.
O time mais recente, que começou o jogo contra o Panamá foi : Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Casemiro e Bruno Guimarães foram os dois únicos jogadores de meio campo e deixou a equipe vulnerável defensivamente. E os 4 na frente não conseguiram produzir o esperado.
A equipe só melhorou na etapa final com a entrada de um 3º homem no meio campo, como Danilo, do Botafogo, além de Paquetá e Igor Thiago na frente,
Duas mudanças relevantes taticamente
Para o jogo com o Egito, a primeira entrada mais relevante é Paquetá. O jogador do Flamengo fará a função de camisa 8, entrando no lugar de Matheus Cunha. O ex-titular joga de 10 ou 9, mas não rendeu o esperado na recomposição e criação.
Paquetá não será um 10 clássico, mas sim um híbrido: com a bola será 3º homem de meio campo, auxiliando Casemiro e Bruno Guimarães na marcação e ocupação de espaço no meio, mas com a bola, será um meia com chegada na frente. È essa função híbrida que ele faz no Flamengo.
A outra mudança é a entrada de Igor Thiago, típico centroavante. Ele ganha a posição de Luiz Henrique. Igor Thiago dá presença de área ao Brasil, deixando o time mais forte fisicamente e no jogo aéreo.
As outras duas mudanças, com Marquinhos na zaga, saindo Bremer, e com Douglas Santos na lateral-esquerda no lugar de Alex Sandro não alteram taticamente a equipe.
Portanto, o Brasil jogará assim: Alisson, Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha; Igor Thiago e Vini Júnior.
Alterações ajudam Vini Jr
E entrada do centroavante ainda permite que Vini Junior se aproxime dele como um segundo atacante, como fazia com Benzema no Real Madrid com o próprio Ancelotti. Claro que Igor Thiago não é o Benzema, longe disso, mas a função é a mesma, incliusive com ele saindo da área também quando preciso.
E a entrada de Paquetá ainda faz com que Vini Junior não precise recompor tanto defensivamente, o deixando ‘fresco’ para as tarefas ofensivas, como já disse que quer Ancelotti.
Portanto, a entrada de dois jogadores muda taticamente a Seleção Brasileira e pode ser uma alternativa de mais equilíbrio tático antes da Copa. Se der certo, pode ser repetida contra Marrocos, o mais forte adversário na 1ª Fase.











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