Vale do Jaguaribe reúne as principais regiões produtoras.
O Ceará fechou 2025 com 16,2 mil hectares dedicados à aquicultura, 6,1% a mais do que em 2024, segundo estudo da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Os dados refletem o crescimento da cadeia produtiva do setor, que engloba a criação ou cultivo de organismos aquáticos em ambientes controlados, como tilápia e camarão.
Há três anos, o território cearense tinha pouco mais de 14,6 mil hectares destinados à aquicultura.
Cidades que mais produzem
Jaguaruana e Aracati são os municípios com os maiores espaços dedicados à criação, com 2,6 mil ha e 2,5 mil ha, respectivamente.
Juntos, os dois municípios concentram um em cada três hectares da área destinada à aquicultura no Estado. Acaraú e Beberibe vêm na sequência, com 1,6 mil hectares e 1,1 mil hectares, respectivamente, destinados à atividade.
Ao todo, 40% dos municípios cearenses têm áreas voltadas à aquicultura. As regiões ficam localizadas principalmente no litoral e no Vale do Jaguaribe.
Camarão e tilápia dominam a aquicultura cearense
As principais criações de animais na aquicultura do Estado são de animais voltados para o abate — a parcela de peixes ornamentais na produção cearense ainda é mínima.
Isso inclui diferentes variedades de camarão e tilápia, que consolidaram o Estado como destaque nacional, como enfatiza Luiz Paulo Sampaio, presidente da Associação dos Produtores de Camarão do Ceará (APCC).
“Temos um clima bom que preserva a temperatura, temos qualidade de água, nas captações, seja água do mar, seja de água de poços”, explica.
“Essas mesmas condições até existem no Piauí, em Pernambuco e na Bahia, mas os cearenses são muito trabalhadores. Depois do exemplo do Ceará, agora esses estados estão correndo atrás dessa interiorização da carcinicultura”, completa.
A carcinicultura, como é chamada especificamente a criação de camarão, tem como maior produtor nacional o Ceará. No total, quase 60% da produção do País se concentra no Estado, em especial no interior.
“Precisa de volume de água suficiente para fazer a criação, e temos fazendas de camarão até no Cariri. Existe qualidade e volume de água para isso, com características específicas”, comenta Luiz Paulo.
Em ambientes controlados, como em áreas de açudes, a exemplo do Castanhão e Orós, a criação de tilápia é o principal cultivo de animais aquáticos do Estado, conforme informações de Ricardo Albuquerque, engenheiro de pesca da Secretaria de Pesca e Aquicultura (SPA) do Ceará.
“O Ceará é o maior exportador de pescados do Brasil, direcionando a produção ao mercado externo. Os EUA são o principal destino, comprando mais de 56% do total. A Ásia e o Caribe também são grandes compradores internacionais. (…). A produção de tilápia e camarão abastece fortemente o comércio interno e os estados vizinhos”, pontua.
Faturamento da aquicultura cearense fica perto dos R$ 2 bilhões
Ainda segundo Ricardo Albuquerque, a aquicultura cearense gerou um faturamento bilionário recorde nos últimos anos. “Esse montante consolida o estado como líder em valor de produção no Brasil”, acrescenta o engenheiro.
Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a aquicultura cearense produziu R$ 1,97 bilhão em 2024, aproximadamente 25% a mais do que no ano anterior.
A maior fatia vem do camarão, que gerou R$ 1,68 bilhão à aquicultura cearense no ano passado. Isso corresponde 85% de tudo o que foi produzido pelo setor em 2024.
“O estado responde por mais de 57% de todo o camarão cultivado no país. Aracati lidera o ranking nacional como o município com a maior produção de camarão. A piscicultura cearense foca na tilápia para abastecer o forte mercado interno”, reforça Ricardo Albuquerque.
Transnordestina pode deixar camarão mais barato no Ceará
As obras da Ferrovia Transnordestina, que cortará futuramente o Estado de norte a sul, devem beneficiar a cadeia produtiva do camarão, como projeta Sampaio.
Ainda que a linha férrea não passe pelas principais regiões de criação de camarão do Estado, o presidente da APCC acredita que os futuros terminais da Transnordestina devem reduzir o custo dos insumos para a aquicultura e, consequentemente, deixar os animais mais baratos para os consumidores.
“A Transnordestina vai ser ótima para a cadeia, para o transporte de grãos, para a produção de ração. Ração é o nosso maior custo, representa de 60% a 70% do preço do camarão. Vamos aproveitar os locais de carregamento”, explica.
Vale do Jaguaribe reúne as principais regiões produtoras.
O Ceará fechou 2025 com 16,2 mil hectares dedicados à aquicultura, 6,1% a mais do que em 2024, segundo estudo da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Os dados refletem o crescimento da cadeia produtiva do setor, que engloba a criação ou cultivo de organismos aquáticos em ambientes controlados, como tilápia e camarão.
Há três anos, o território cearense tinha pouco mais de 14,6 mil hectares destinados à aquicultura.
Cidades que mais produzem
Jaguaruana e Aracati são os municípios com os maiores espaços dedicados à criação, com 2,6 mil ha e 2,5 mil ha, respectivamente.
Juntos, os dois municípios concentram um em cada três hectares da área destinada à aquicultura no Estado. Acaraú e Beberibe vêm na sequência, com 1,6 mil hectares e 1,1 mil hectares, respectivamente, destinados à atividade.
Ao todo, 40% dos municípios cearenses têm áreas voltadas à aquicultura. As regiões ficam localizadas principalmente no litoral e no Vale do Jaguaribe.
Camarão e tilápia dominam a aquicultura cearense
As principais criações de animais na aquicultura do Estado são de animais voltados para o abate — a parcela de peixes ornamentais na produção cearense ainda é mínima.
Isso inclui diferentes variedades de camarão e tilápia, que consolidaram o Estado como destaque nacional, como enfatiza Luiz Paulo Sampaio, presidente da Associação dos Produtores de Camarão do Ceará (APCC).
“Temos um clima bom que preserva a temperatura, temos qualidade de água, nas captações, seja água do mar, seja de água de poços”, explica.
“Essas mesmas condições até existem no Piauí, em Pernambuco e na Bahia, mas os cearenses são muito trabalhadores. Depois do exemplo do Ceará, agora esses estados estão correndo atrás dessa interiorização da carcinicultura”, completa.
A carcinicultura, como é chamada especificamente a criação de camarão, tem como maior produtor nacional o Ceará. No total, quase 60% da produção do País se concentra no Estado, em especial no interior.
“Precisa de volume de água suficiente para fazer a criação, e temos fazendas de camarão até no Cariri. Existe qualidade e volume de água para isso, com características específicas”, comenta Luiz Paulo.
Em ambientes controlados, como em áreas de açudes, a exemplo do Castanhão e Orós, a criação de tilápia é o principal cultivo de animais aquáticos do Estado, conforme informações de Ricardo Albuquerque, engenheiro de pesca da Secretaria de Pesca e Aquicultura (SPA) do Ceará.
“O Ceará é o maior exportador de pescados do Brasil, direcionando a produção ao mercado externo. Os EUA são o principal destino, comprando mais de 56% do total. A Ásia e o Caribe também são grandes compradores internacionais. (…). A produção de tilápia e camarão abastece fortemente o comércio interno e os estados vizinhos”, pontua.
Faturamento da aquicultura cearense fica perto dos R$ 2 bilhões
Ainda segundo Ricardo Albuquerque, a aquicultura cearense gerou um faturamento bilionário recorde nos últimos anos. “Esse montante consolida o estado como líder em valor de produção no Brasil”, acrescenta o engenheiro.
Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a aquicultura cearense produziu R$ 1,97 bilhão em 2024, aproximadamente 25% a mais do que no ano anterior.
A maior fatia vem do camarão, que gerou R$ 1,68 bilhão à aquicultura cearense no ano passado. Isso corresponde 85% de tudo o que foi produzido pelo setor em 2024.
“O estado responde por mais de 57% de todo o camarão cultivado no país. Aracati lidera o ranking nacional como o município com a maior produção de camarão. A piscicultura cearense foca na tilápia para abastecer o forte mercado interno”, reforça Ricardo Albuquerque.
Transnordestina pode deixar camarão mais barato no Ceará
As obras da Ferrovia Transnordestina, que cortará futuramente o Estado de norte a sul, devem beneficiar a cadeia produtiva do camarão, como projeta Sampaio.
Ainda que a linha férrea não passe pelas principais regiões de criação de camarão do Estado, o presidente da APCC acredita que os futuros terminais da Transnordestina devem reduzir o custo dos insumos para a aquicultura e, consequentemente, deixar os animais mais baratos para os consumidores.
“A Transnordestina vai ser ótima para a cadeia, para o transporte de grãos, para a produção de ração. Ração é o nosso maior custo, representa de 60% a 70% do preço do camarão. Vamos aproveitar os locais de carregamento”, explica.













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