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Semace atrasa o avanço do agro no Ceará

Em Limoeiro do Norte, exigências exageradas retardam a melhoria da Linha de Distribuição da Enel

Em Limoeiro do Norte, exigências exageradas retardam a melhoria da Linha de Distribuição da Enel

Escrito por

Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br

14 de Agosto de 2026 – 06:00

Egídio Serpa

Legenda: Foto de área irrigada por gotejamento na qual se produzem frutas em município do Vale do Jaguaribe, no Leste do Ceará.

Foto: Divulgação

Um oferecimento de:

Por meio de mensagens transmitida a esta coluna, empresários do agro cearense têm reclamado da demora e, principalmente, das exigências que a Superintendência Estadual do Meio Ambiente, a Semace, vem fazendo para emitir a competente, necessária, obrigatória e minudente licença ambiental, sem a qual projetos de alto interesse da economia estadual, nas áreas da agricultura, da pecuária e da indústria, ficam travados. A mais recente dessas reclamações do empresariado diz respeito à melhoria de uma linha de distribuição de energia elétrica da Enel Ceará na geografia do município de Limoeiro do Norte, cuja economia se desenvolve na velocidade do frevo.

Um especialista e consultor na área de energia, que está por dentro da questão, explicou à coluna que a Semace concedeu o licenciamento ambiental para aquela melhoria, “mas condicionou sua implementação à supressão vegetal, mesmo estando a linha de distribuição à margem da estrada”. E mais: a Semace e seus técnicos “também condicionaram a licença à apresentação de um Plano de Remanejamento da Fauna”, sob o argumento de que se trata de uma exigência da Resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

Se você, caro leitor, está pensando que foram apenas essas duas condições impostas para a validação da licença ambiental da Semace, engana-se. Leia com atenção o que vem a seguir, conforme a informação do mesmo especialista e consultor em energia:

“Todas essas citadas exigências do organismo responsável pela análise e emissão das licenças ambientais no estado do Ceará foram ainda acrescidas de mais outra: o obrigatório acompanhamento de todas as medidas por um biólogo, um veterinário e um engenheiro florestal.”

Pois bem: o que poderia ter sido apenas um roçado para limpar a área em torno dos postes que transportam a fiação elétrica na zona rural de Limoeiro do Norte transformou-se num demorado suplício, que, graças a Deus e à boa vontade dos empresários interessados nessa melhoria, foi superado há 48 horas. Esta coluna apurou que, durante todos os dois dias de efetivo serviço de roça foram encontrados, e transferidos para outra vegetação adiante, um lagarto camaleão e uma cobra de duas cabeças, com o que se preservou a fauna da região, e a natureza agradece.

Investir no Brasil é complicado por várias razões, incluindo a insegurança jurídica; investir no Nordeste é ainda mais difícil, porque nesta região brasileira são hostis as condições de solo e clima, embora sejam benfazejas as que permitem a geração de energias renováveis; mas investir na agropecuária cearense é um ato de coragem e heroísmo. E são corajosos e heróis os empresários que tornaram o Ceará o maior produtor mundial de melão e melancia, o maior produtor brasileiro de camarão, o maior exportador nacional de pescado. A esses heróis, já deveria ter sido erigido, em uma das praças de Fortaleza ou de alguma cidade do sertão cearense, um monumento de louvor.

É preciso lembrar que o agro é o setor da atividade econômica que mais cresce no Ceará, de acordo com o Ipece, e esse crescimento é produto de investimento privado em tecnologia e inovação, algo que custa caro, e boa parte importada da Europa e EUA, para o que os agropecuaristas viajam todos os anos para ver as grandes feiras e conhecer as novidades que nelas se apresentam.

BANDIDOS ASSUSTAM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Médias e pequenas empresas de Fortaleza estão enfrentando – além dos juros altos, do crédito caríssimo e da redução das vendas por culpa do endividamento das famílias – a ação de bandidos.

Na noite de quarta-feira, 12, eles roubaram – na realidade, arrancaram – toda a fiação externa da loja da rede Colchilar localizada na Avenida Pontes Vieira bem na esquina com a rua José Villar, local iluminado e a poucos metros de um posto de gasolina.

Dois dias antes, fizeram a mesma coisa na loja de bolos Paulinha, na rua Joaquim Nabuco, entre as ruas Afonso Celso e a Torres Câmara. Agiram na absoluta tranquilidade noturna.

Consequência: os dois estabelecimentos não funcionaram ontem, pois seus donos, sem contar o prejuízo, tiveram de adotar providências para o reassentamento da fiação e a religação da energia elétrica.

Tempos difíceis os atuais.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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