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SP confirma dois casos e uma morte por Febre do Nilo Ocidental; saiba mais sobre a Infecção rara

Os casos da doença transmitida por pernilongos são os primeiros da história do estado.

Os casos da doença transmitida por pernilongos são os primeiros da história do estado.

Escrito porRedaçãoproducaodiario@svm.com.br
24 de Agosto de 2026 – 20:51
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Legenda: Cerca de 20% dos indivíduos infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental desenvolvam sintomas.
Foto: Soumyabrata Roy / Shutterstock.

Ao menos quatro casos de Febre do Nilo Ocidental foram confirmados no Brasil, até o momento. Entre eles, o país registrou uma morte. A doença, uma infecção rara, é transmitida por pernilongo. Apenas em São Paulo, há dois pacientes, conforme o jornal O Globo.

Os casos registrados em São Paulo, nas cidades de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, são o primeiro registro da doença no estado.

Segundo a apuração, os dois casos foram de uma mulher de 34 anos e uma jovem de 18; a paineira foi curada e a segunda segue internada. O óbito foi registrado em Santa Catarina, uma idosa de 77 anos.

O QUE É A FEBRE DO NILO OCIDENTAL?

Ministério da Saúde tem uma cartilha com uma série de orientações sobre a doença: a Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral aguda, causada por um arbovírus, assim como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre Amarela.

A doença pode transcorrer de forma subclínica (assintomática) ou com sintomatologia variável, apresentando desde casos leves com febre passageira, acompanhada ou não de astenia e/ou mialgia, até casos mais severos, com sinais de acometimento do sistema nervoso central (SNC) ou periférico.

Os fatores de risco estão relacionados à presença do ser humano em áreas rurais e silvestres que contenham o mosquito infectado e que, por ventura, pique estes seres humanos.

 

 

TRANSMISSÃO

O vírus é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo). Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas não-humanos e outros mamíferos, cuja importância epidemiológica ainda é pouco conhecida.

O homem e os equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, uma vez que a contaminação do vírus se dá por curto período de tempo e em níveis insuficientes para infectar mosquitos, encerrando o ciclo de transmissão.

Outras formas mais raras de transmissão já foram relatadas e incluem transfusão sanguínea, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão transplacentária.

SINTOMAS

Estima-se que 20% dos indivíduos infectados pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental desenvolvam sintomas, na maioria das vezes leves e até mesmo nem apresentem qualquer sintoma. A forma leve da doença caracteriza-se pelos seguintes sinais:

  • febre aguda de início abrupto, frequentemente acompanhada de mal-estar;
  • anorexia;
  • náusea;
  • vômito;
  • dor nos olhos;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • exantema máculo-papular;
  • linfoadenopatia.

Um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa (meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda). A encefalite é o quadro mais comum entre as manifestações neurológicas.

Os casos podem apresentar febre, fraqueza, sintomas gastrointestinais e alteração no “padrão mental” podendo ainda ter exantema maculopapular ou morbiliforme, envolvendo pescoço, tronco, braços e pernas, fraqueza muscular severa e paralisia flácida aguda.

São incluídas, ainda, as apresentações neurológicas, como ataxia e sinais extrapiramidais, anormalidades dos nervos cranianos, mielite, neurite óptica, polirradiculoneurite e convulsão.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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