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Doenças cardiovasculares: levantamento aponta que mais de 400 mil mortes podem ser registradas neste ano; veja os cuidados e como se prevenir

Cuidar da saúde do coração começa antes do aparecimento dos sintomas. Manter uma rotina de atividade física, ter uma alimentação equilibrada e acompanhar os níveis de pressão arterial e colesterol são algumas das medidas que ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
Foto: Reprodução

Cuidar da saúde do coração começa antes do aparecimento dos sintomas. Manter uma rotina de atividade física, ter uma alimentação equilibrada e acompanhar os níveis de pressão arterial e colesterol são algumas das medidas que ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

De acordo com um levantamento realizado pelo Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), uma das principais causas das doenças cardiovasculares está relacionada à aterosclerose. O processo é caracterizado pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias e pode desencadear a doença arterial coronariana, uma das condições cardíacas que mais mata. Além disso, insuficiência cardíaca, arritmias, doenças das válvulas cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e aneurismas também merecem atenção.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, e o número de óbitos pode ultrapassar 400 mil em 2026. O objetivo da campanha é informar e, acima de tudo, alertar que a prevenção pode evitar cerca de 80% das doenças cardiovasculares.

Fatores de risco

Entre os fatores de risco, estão aqueles que podem ser modificados, como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e sedentarismo. Já aspectos como idade, histórico familiar e predisposição genética exigem acompanhamento médico ainda mais rigoroso.

Outro fator que vem preocupando os especialistas é o estilo de vida moderno. O estresse crônico, associado a jornadas intensas de trabalho, noites mal dormidas e distúrbios do sono, aumenta os níveis de hormônios que favorecem a elevação da pressão arterial e sobrecarregam o sistema cardiovascular. Atualmente, esses fatores já são reconhecidos como importantes contribuintes para o desenvolvimento de cardiopatias.

A especialista também chama a atenção para novos hábitos que têm ampliado os riscos cardiovasculares, como o uso de cigarros eletrônicos e anabolizantes. Segundo ela, essas substâncias podem acelerar o envelhecimento das artérias e aumentar a probabilidade de infartos e outras complicações cardíacas, inclusive entre jovens.

Prevenção

A prática regular de exercícios físicos e uma alimentação equilibrada são apontadas como pilares da prevenção. As diretrizes médicas recomendam pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, além de uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e proteínas magras, com redução do consumo de sal, açúcares e gorduras. Esses hábitos contribuem para o controle do peso, da pressão arterial e do colesterol, reduzindo os riscos de infarto e AVC.

A recomendação é que os cuidados com o coração comecem cedo. Mesmo pessoas sem sintomas devem manter o monitoramento da pressão arterial e dos níveis de colesterol, além de realizar avaliações periódicas. A partir dos 40 anos para os homens e dos 50 anos para as mulheres, o acompanhamento cardiológico deve ser anual, especialmente para aqueles que possuem fatores de risco ou histórico familiar.

Sinais de perigo

Reconhecer os sinais de alerta também pode salvar vidas. No caso do infarto, os sintomas mais comuns incluem dor ou aperto no peito, desconforto que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, falta de ar, suor frio, náuseas e sensação de desmaio. Já o AVC costuma provocar alterações repentinas na fala, perda de força em um dos lados do corpo, desvio da boca, alterações visuais e dificuldade para caminhar ou manter o equilíbrio.

A orientação, em qualquer uma dessas situações, é procurar atendimento médico imediatamente. Quanto mais rápido o paciente chegar ao hospital, maiores são as chances de um tratamento eficaz e menores os riscos de sequelas permanentes.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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