Ciclone extratropical já está formado e deve se intensificar sobre o Atlântico Sul; a confirmação como “bomba” depende da queda da pressão nas próximas horas. Sul ainda terá temporais, e o frio avança no fim de semana.
Por Roberto Peixoto, g1
Cuidados durante ventos fortes: o que fazer em casa, na rua, áreas de risco e mais
Esta sexta-feira (7) deve concentrar o maior risco de ventania no Sudeste, com rajadas que podem chegar a 110 km/h em áreas do litoral e do leste de São Paulo e no sul do Rio de Janeiro.
Os ventos também devem ser fortes no Sul e em parte do Centro-Oeste, ainda sob influência da frente fria ligada ao ciclone extratropical que se intensifica sobre o Atlântico Sul.
O sistema se formou entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e deve avançar rapidamente para alto-mar ao longo desta sexta.
Mesmo distante do continente, o ciclone continuará influenciando o tempo na costa do Sul e do Sudeste, principalmente por causa da grande diferença de pressão entre o oceano e as áreas próximas ao litoral.
➡️Esse contraste acelera o deslocamento do ar e favorece rajadas mais intensas.
O ciclone extratropical ainda pode ser classificado como ciclone-bomba. Isso ocorrerá caso seja confirmada uma queda muito rápida da pressão em seu centro ao longo de aproximadamente 24 horas. Por isso, a classificação definitiva depende da evolução observada do sistema.
🌀 ENTENDA: um “ciclone-bomba” acontece quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rápido. Isso costuma deixar o tempo mais severo, aumentando o risco de ventos fortes, chuva intensa e de uma mudança brusca de temperatura.
No Sudeste, o avanço da frente fria sobre uma massa de ar quente também deve reforçar as rajadas.
O mar também deve ficar muito agitado. As ondas aumentam nesta sexta-feira na costa do Sul e avançam para o litoral do Sudeste durante o sábado (8) e o domingo (9).
Segundo a Climatempo, os ventos podem variar de 90 a 110 km/h no litoral paulista, na Serra do Mar, no Vale do Paraíba, na Costa Verde e no sul do estado do Rio de Janeiro.
Em outras áreas de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do sul de Minas Gerais, as rajadas podem ficar entre 70 e 90 km/h.
Essa faixa inclui a Grande São Paulo, o Vale do Ribeira, as regiões de Sorocaba, Campinas, Ribeirão Preto, Franca, Barretos e São José do Rio Preto, além da Região Metropolitana do Rio, da Região Serrana, da Região dos Lagos e do norte fluminense.
- Na cidade de São Paulo (SP), as rajadas podem chegar a 80 km/h. A manhã terá muitas nuvens, e a chuva deve ganhar força entre a tarde e a noite, com possibilidade de trovoadas. A temperatura máxima fica próxima de 27°C.
- No Rio de Janeiro (RJ), o calor ainda será intenso antes da mudança no tempo. As rajadas na capital podem chegar a 90 km/h, e os valores podem ser ainda maiores em trechos do litoral e das áreas serranas do estado.
Ciclone extratropical afeta Rio Grande do Sul e outros estados do país
Os maiores impactos no Sudeste não serão provocados pela passagem direta do ciclone, mas pela frente fria, pela diferença de pressão e pelo encontro do ar frio com o calor que predominava na região.
⚠️ Essa combinação pode provocar chuva forte em pouco tempo, raios e rajadas capazes de derrubar árvores, interromper o fornecimento de energia e causar danos em estruturas mais frágeis.
Veja os principais destaques para os próximos dias:
- Esta sexta-feira deve concentrar o maior risco de ventania no Sudeste. A frente fria passa por São Paulo e se aproxima do Rio de Janeiro, e o contraste entre o ar quente e o ar frio aumentará a velocidade dos ventos.
- Na cidade de São Paulo (SP), as rajadas podem chegar aos 80 km/h. No sul da Região Metropolitana, há possibilidade de valores acima dos 90 km/h.
- O litoral paulista, a Serra do Mar, o Vale do Ribeira, a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e áreas das regiões de Campinas e Sorocaba podem ter rajadas entre 90 e 110 km/h.
- No Sul, a sexta ainda terá chuva forte, trovoadas e rajadas intensas, principalmente no Paraná e em Santa Catarina. O ciclone deve se afastar, mas a frente fria continuará espalhando nuvens carregadas pelos dois estados.tos devem variar, em geral, entre 60 e 90 km/h.
- Na cidade do Rio de Janeiro (RJ), as rajadas podem chegar aos 90 km/h. A Costa Verde, o sul fluminense e a Região Serrana podem registrar ventos entre 70 e 90 km/h.
- Em Minas Gerais, o sul do estado e a Zona da Mata podem ter rajadas entre 70 e 80 km/h. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no Centro-Oeste, no Triângulo Mineiro e no Vale do Rio Doce, os ventos podem variar entre 50 e 70 km/h.
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Onde esperar os fortes ventos nesta sexta. — Foto: Arte/g1
No Sul, a sexta ainda terá chuva forte, trovoadas e rajadas intensas, principalmente no Paraná e em Santa Catarina. O ciclone deve se afastar, mas a frente fria continuará espalhando nuvens carregadas pelos dois estados.
No Paraná, a chuva pode ocorrer durante grande parte do dia, com maior risco de temporais no centro, no norte e no leste. As rajadas devem variar de 50 a 70 km/h em muitas áreas e podem atingir ou superar os 90 km/h no leste do estado.
No Rio Grande do Sul, as pancadas mais fortes devem ocorrer durante a madrugada e no começo da manhã, principalmente no norte e no nordeste do estado. A chuva perde força no decorrer do dia, e o tempo volta a ficar firme em grande parte do território gaúcho.
A entrada do ar frio derruba as temperaturas. Em Porto Alegre (RS), a mínima pode chegar a 5°C, e a máxima fica próxima de 16°C. O frio aumenta durante o fim de semana, com possibilidade de geada no centro-sul gaúcho e temperaturas próximas de 0°C em alguns pontos.
No sábado (8), a chuva ainda deve continuar entre o Paraná e Santa Catarina, com possibilidade de granizo entre o centro-leste paranaense e o nordeste catarinense. No Rio Grande do Sul, o tempo firme favorece uma queda ainda maior das temperaturas.
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Nuvens carregadas no céu do centro da cidade de São Paulo en 18 de abril de 2025. — Foto: WILLIAN MOREIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Em Mato Grosso do Sul, a frente fria provoca chuva e trovoadas principalmente no sul, no sudoeste e no centro do estado. Há risco de chuva forte e granizo em áreas próximas à divisa com o Paraná.
Os ventos podem variar de 50 a 70 km/h em grande parte do estado e chegar a cerca de 90 km/h em alguns pontos do norte. Campo Grande (MS) terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada, com máxima próxima de 30°C.
Nas demais áreas do Centro-Oeste, o tempo continua firme, quente e seco. Cuiabá (MT) pode registrar 37°C, e Brasília (DF) deve chegar a aproximadamente 30°C no sábado.
A umidade do ar continuará baixa em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, com índices que podem ficar abaixo de 30% durante a tarde. A falta de chuva e o calor também elevam o risco de queimadas e exigem maior atenção à hidratação.
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Previsão de chuva nesta sexta em todo o país. — Foto: Inmet/Reprodução
No Nordeste, a chuva fica concentrada principalmente na faixa litorânea, entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, além de alguns trechos da costa do Maranhão e do Ceará. As pancadas tendem a ser fracas e passageiras.
No interior nordestino, o ar seco mantém o predomínio de sol e calor. A umidade pode cair para níveis baixos em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Teresina (PI) pode chegar a 36°C.
Na Região Norte, as pancadas mais fortes ficam concentradas no Amazonas e em Roraima, com risco de trovoadas isoladas. Também pode chover de forma passageira no Acre, em Rondônia, no Pará e no Amapá.
Nas demais áreas, o tempo permanece firme e quente. Palmas (TO) pode variar entre 20°C e 36°C.











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