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Suspeitos colhiam dados faciais de pessoas em situação de rua para aplicar golpes no Piauí

O grupo criava “personagens” a partir de pessoas reais, utilizando dados de gente que tinha crédito no sistema financeiro, mas a imagem de pessoas em situação de rua para forjar os documentos. Pelo menos 20 pessoas foram presas.

A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (04) uma operação no litoral piauiense para desarticular uma quadrilha especializada em fraudar empréstimos bancários no Piauí e no Maranhã.

O grupo criava “personagens” a partir de pessoas reais, utilizando dados de gente que tinha crédito no sistema financeiro, mas a imagem de pessoas em situação de rua para forjar os documentos. Pelo menos 20 pessoas foram presas.

Ao todo, a Operação Personagem deu cumprimento a 21 mandados de prisão e a 30 mandados de busca e apreensão. As investigações são fruto de um inquérito que apontou um prejuízo de quase R$ 12 milhões a bancos e instituições financeiras em todo o Brasil. Os estelionatários comandavam as ações diretamente do Piauí e do Maranhão.

O delegado Anhcieta Nery, diretor de Inteligência da Polícia Civil, deu detalhes de como os criminosos agiam. “Estes estelionatários se juntavam para montar personagens usando dados de pessoas que existem, conectando-os com imagens de pessoas também reais para fazer empréstimos consignados, criar contas bancárias digitais, retirar benefícios de forma fraudulenta. Temos presos em duas cidades do Piauí e uma do Maranhão além de termos apreendidos veículos e sequestrado os patrimônios do grupo”, diz.Delegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da Polícia Civil - (Reprodução)ReproduçãoDelegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da Polícia Civil

Responsável pelo inquérito, o delegado Abimael Silva acrescentou que as pessoas que os criminosos geralmente recrutavam para fornecer seus dados biométricos e reconhecimento facial viviam em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social. “Essas pessoas forneciam a imagem para reconhecimento facial e autenticação para abertura de contas digitais e autorização de empréstimos digitais. Essas pessoas recebiam depois uma comissão pelos seus dados faciais e biométricos”, relata.

Os presos foram levados para a sede da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio em Parnaíba (Depatri), onde foram autuados e em seguida encaminhados ao sistema prisional.

 

Fonte: Portal O Dia

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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