
A pergunta assusta, mas precisa ser enfrentada com clareza: academia pode matar? A resposta mais honesta é não — o exercício físico, por si só, não é o problema. O risco real está na ausência de avaliação adequada antes de iniciar ou intensificar treinos.
Os casos recentes de mortes em academias na Grande Fortaleza trouxeram à tona uma preocupação legítima. No entanto, é importante evitar conclusões precipitadas. A ciência é consistente ao mostrar que eventos fatais durante o exercício raramente surgem do nada. Na maioria das vezes, há doenças silenciosas não diagnosticadas.
Condições cardíacas como cardiomiopatias, arritmias ou anomalias coronarianas podem permanecer ocultas por anos. Fora do coração, fatores como desidratação severa, distúrbios eletrolíticos e uso de substâncias — especialmente pré-treinos, termogênicos e anabolizantes — aumentam ainda mais o risco durante esforços intensos.
Isso não significa que o exercício seja perigoso. Pelo contrário: o sedentarismo continua sendo um dos maiores fatores de risco para doenças e mortes no mundo. A atividade física regular protege o coração, melhora o metabolismo e impacta positivamente a saúde mental.
O ponto central é outro: segurança exige preparo. E é justamente nesse contexto que a Avaliação Pré-Participação (APP) se torna indispensável. Trata-se de uma consulta direcionada, baseada em evidências, que busca identificar riscos individuais antes que eles se manifestem de forma grave.
A APP envolve investigação clínica detalhada, exame físico e, quando indicado, exames complementares. Seu papel não é impedir o exercício, mas orientá-lo de forma personalizada — ajustando intensidade, volume e tipo de atividade conforme o perfil de cada pessoa.
Ignorar essa etapa ainda é comum. Academias frequentemente aceitam alunos com avaliações superficiais, enquanto muitos praticantes iniciam treinos intensos sem qualquer acompanhamento médico. Soma-se a isso o uso indiscriminado de suplementos, e o cenário se torna mais vulnerável.
A discussão não deve ser sobre evitar academias, mas sobre torná-las mais seguras.
Antes de começar ou intensificar os treinos, a decisão mais inteligente continua sendo a mais simples: procurar orientação médica. Conhecer o próprio corpo não limita o desempenho — protege a vida.
A pergunta assusta, mas precisa ser enfrentada com clareza: academia pode matar? A resposta mais honesta é não — o exercício físico, por si só, não é o problema. O risco real está na ausência de avaliação adequada antes de iniciar ou intensificar treinos.
Os casos recentes de mortes em academias na Grande Fortaleza trouxeram à tona uma preocupação legítima. No entanto, é importante evitar conclusões precipitadas. A ciência é consistente ao mostrar que eventos fatais durante o exercício raramente surgem do nada. Na maioria das vezes, há doenças silenciosas não diagnosticadas.
Condições cardíacas como cardiomiopatias, arritmias ou anomalias coronarianas podem permanecer ocultas por anos. Fora do coração, fatores como desidratação severa, distúrbios eletrolíticos e uso de substâncias — especialmente pré-treinos, termogênicos e anabolizantes — aumentam ainda mais o risco durante esforços intensos.
Isso não significa que o exercício seja perigoso. Pelo contrário: o sedentarismo continua sendo um dos maiores fatores de risco para doenças e mortes no mundo. A atividade física regular protege o coração, melhora o metabolismo e impacta positivamente a saúde mental.
O ponto central é outro: segurança exige preparo. E é justamente nesse contexto que a Avaliação Pré-Participação (APP) se torna indispensável. Trata-se de uma consulta direcionada, baseada em evidências, que busca identificar riscos individuais antes que eles se manifestem de forma grave.
A APP envolve investigação clínica detalhada, exame físico e, quando indicado, exames complementares. Seu papel não é impedir o exercício, mas orientá-lo de forma personalizada — ajustando intensidade, volume e tipo de atividade conforme o perfil de cada pessoa.
Ignorar essa etapa ainda é comum. Academias frequentemente aceitam alunos com avaliações superficiais, enquanto muitos praticantes iniciam treinos intensos sem qualquer acompanhamento médico. Soma-se a isso o uso indiscriminado de suplementos, e o cenário se torna mais vulnerável.
A discussão não deve ser sobre evitar academias, mas sobre torná-las mais seguras.
Antes de começar ou intensificar os treinos, a decisão mais inteligente continua sendo a mais simples: procurar orientação médica. Conhecer o próprio corpo não limita o desempenho — protege a vida.
Cesar Cima é médico











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