
As eleições de 2026 ampliaram a presença das mulheres nos espaços de poder e colocaram o Ceará em posição de destaque no cenário nacional. A partir de 2027, o Estado terá, proporcionalmente, a maior representação feminina entre as Assembleias Legislativas dos 26 estados brasileiros.
Com base nos números extraídos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), São Paulo, embora tenha um número absoluto maior de mulheres eleitas — 28 deputadas — possui uma Assembleia, que é composta por 94 parlamentares. Por isso, na comparação proporcional, o Ceará assume a liderança nacional.
LAÇOS FAMILIARES E FORÇA POLÍTICA
Das 46 cadeiras da Assembleia Legislativa do Ceará, 14 serão ocupadas por mulheres, o equivalente a 30,4% da Casa — quase um terço do total de parlamentares. A força dessa bancada também aparece nas urnas. Juntas, as 14 deputadas estaduais eleitas receberam 997.546 votos, ficando muito perto da marca de um milhão de votos. Em 2022, foram eleitas 9 deputadas estaduais.
As deputadas eleitas pertencem a diferentes partidos, grupos e origens políticas, mostrando que o avanço da representação feminina atravessa campos distintos da política cearense.
MENOR E MAIOR VOTAÇÃO INDIVIDUAL
Individualmente, Bella Carmelo (PL) alcançou a maior votação entre as mulheres eleitas, com 130.802 votos. Na outra ponta da lista, Mayra Pinheiro (PL) conquistou o mandato com 34.752 votos.
Independentemente da votação recebida ou da posição no ranking geral, todas terão as mesmas prerrogativas para o exercício do mandato na legislatura de 2027 a 2030. O espaço na Mesa Diretora e nas Comissões Técnicas é dividido com base no tamanho de cada bancada.
MOVIMENTO NACIONAL
O avanço registrado no Ceará acompanha um movimento nacional de crescimento da presença feminina nos Legislativos estaduais.
De acordo com os números da apuração do TSE, 218 das 1.059 cadeiras das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal serão ocupadas por mulheres a partir de 2027, correspondente a aproximadamente 21% das vagas.
O número é o maior já registrado. Em 2010, foram eleitas 138 mulheres. Em 2014, o total caiu para 119, mas passou a crescer nas eleições seguintes: foram 163 em 2018, 191 em 2022 e, agora, 218 em 2026, um acréscimo de 27 cadeiras em quatro anos.
O Ceará lidera esse avanço proporcionalmente. Com 30,4% de mulheres na Assembleia, aparece à frente de São Paulo, onde elas ocuparão 29,8% das cadeiras, e do Rio Grande do Norte, com 29,2%.
CONTRAMÃO E A VOZ MASCULINA
Enquanto a presença feminina cresce na maior parte do País, o Acre segue na direção oposta. O Estado, que tinha três deputadas, não elegeu nenhuma mulher em 2026 e terá, a partir de 2027, uma Assembleia Legislativa formada exclusivamente por homens.
Também houve redução proporcional da presença feminina nas Assembleias do Amazonas, Rondônia, Amapá, Sergipe, Alagoas e Paraná. Já Maranhão, Piauí, Tocantins e Mato Grosso do Sul mantiveram o mesmo número de deputadas registrado nas eleições anteriores.
Bancada feminina eleita para a Assembleia Legislativa do Ceará












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