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Como o pastel com caldo de cana impulsionou os negócios de uma empreendedora de Pindoretama

Presente há 19 anos na feira, negócio familiar atende pedido de clientes para criar nova fonte de renda no evento.

Presente há 19 anos na feira, negócio familiar atende pedido de clientes para criar nova fonte de renda no evento.

Escrito porPaloma Vargaspaloma.vargas@svm.com.br
04 de Novembro de 2026 – 06:00
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Legenda: O ganho diário do negócio familiar Engenho Doces da Cana acontece nos dias de festa da Expoece.
Foto: Ismael Soares.

Uma combinação alimentar tradicional do Ceará, o famoso pastel com caldo de cana, aumentou o faturamento de uma empreendedora de Pindoretama, na Grande Fortaleza, em até R$ 10 mil por dia.

O ganho diário do negócio familiar Engenho Doces da Cana acontece nos dias de festa da Exposição Agropecuária do Ceará (Expoece), que ocorre até o dia 8 de novembro, em Fortaleza.

O negócio participa há 19 anos da Expoece e investiu em uma estrutura ao lado do engenho do parque para ofertar o pastel aos visitantes. A ideia surgiu a partir da demanda do consumidor, diz a administradora do Engenho Doces da Cana, Vilmara Noronha.

 

“As pessoas vinham comprar o caldo e sempre pediam o pastel, mas nós não tínhamos. Como aqui não tinha uma estrutura para a gente montar para fritar, fizemos um anexo ao lado. Aí lá é o pastel do engenho, o pastel com caldo de cana”, explica ela.

 

Para viabilizar a operação sem comprometer a mão de obra no estande principal, o engenho firmou uma parceria comercial com uma lanchonete de Pindoretama, a Evans Lanches.

“Nós compramos o pastel congelado, feito no dia lá, a gente traz e frita aqui, e nós vendemos nosso caldo. Assim, nós conseguimos incrementar as nossas vendas com aquilo que o público queria e ainda ajudar outros pequenos comércios locais a ter uma renda a mais”, destaca Vilmara.

 

Um dos produtos ofertados pelo engenho são as rapaduras.

Legenda: Um dos produtos ofertados pelo engenho são as rapaduras.
Foto: Ismael Soares.

 

Pico de até 600 pastéis comercializados por dia

A aceitação da novidade se refletiu imediatamente nos números de vendas do espaço. Durante os dias de maior fluxo no Parque de Exposições, o volume comercializado chega a dobrar em comparação aos dias úteis.

“No final de semana é de 500 a 600 pastéis por dia. Na semana ficamos na metade, até 300 por dia”, contabiliza a produtora.

Toda a estrutura do engenho envolve o trabalho diário de uma equipe de 14 pessoas, operando desde a abertura dos portões até o fim da noite.

Vilmara não soube precisar qual o tamanho do investimento para operar na feira. Porém, ela afirma que no balanço final leva em conta a diária paga aos trabalhadores, além da alimentação deles, transporte dos insumos, como a cana e a lenha, entre outros.

“Compensa muito participar aqui, mesmo como todos esses pontos. Tanto é que já são 19 anos participando. Nossos produtos são relativamente baratos, mas aqui ganhamos na quantidade e o cliente ganha no sabor e na memória afetiva. Muitos compram nossos produtos por ter alguma relação de infância com um engenho”, comenta.

Cocada na kenga lidera o faturamento do estande

Apesar do sucesso do pastel, o portfólio do engenho conta com uma produção de grande escala. Diariamente, a equipe mói cerca de 3 toneladas de cana-de-açúcar e comercializa uma média de 3 mil rapaduras.

 

Carro-chefe de vendas do engenho é a cocada na quenga.

Legenda: Carro-chefe de vendas do engenho é a cocada na quenga.
Foto: Ismael Soares.

 

 

O carro-chefe da feira, porém, é a cocada na quenga feita na hora. Todo mundo chega procurando”.
Vilmara Noronha

Administradora do Engenho Doces de Cana

 

O produto é vendido ao valor unitário de R$ 10. A tabela de preços do estande atende a diferentes perfis de consumo, variando de R$ 4 o copo de caldo de cana até R$ 12 para a rapadura grande de meio quilo, comercializada em sabores como tradicional, coco, amendoim, castanha e mamão.

Tradição e vitrine para a agricultura familiar

Para Vilmara, além das vendas diretas durante os nove dias de evento, a presença na Expoece funciona como uma vitrine de posicionamento de mercado para os pequenos produtores do interior do Estado.

“É uma feira muito boa para todos, inclusive para quem é da agricultura familiar. É uma chance, uma oportunidade que nós temos de as pessoas verem o nosso trabalho, poderem provar e ter uma memória afetiva. É um resgate da nossa cultura também”, explica a empreendedora.

70ª Exposição Agropecuária e Industrial do Ceará

A Associação dos Criadores do Ceará (ACC), responsável pela Expoece, projeta movimentação financeira de R$ 30 milhões em toda a feira, 50% acima dos R$ 20 milhões negociados em 2025.

O número de expositores e empresas passou de cerca de 180, no ano passado, para mais de 360.

A edição de 2026 tem maior diversidade de setores. Além de empresas do agronegócio e de máquinas, participam representantes dos segmentos de veículos, energia solar, construção, varejo, eletrodomésticos e alimentos.

São esperadas mais de 300 mil pessoas nos nove dias de evento.

Expoece – 70ª edição

Quando: de 31 de outubro, a partir de 7h, a 8 de novembro, até as 22h
Local: Parque de Exposições Governador César Cals – São Gerardo

Confira a programação de shows aqui.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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