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Criação caseira de galinhas no Ceará requer investimento de até R$ 3 mil

Com retorno financeiro projetado para três meses, pequenos produtores rurais e urbanos apostam em aves poedeiras.

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Com retorno financeiro projetado para três meses, pequenos produtores rurais e urbanos apostam em aves poedeiras.

Escrito porPaloma Vargaspaloma.vargas@svm.com.br
06 de Novembro de 2026 – 06:00
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Legenda: Expectativa é de que se vendam milhares de pintos de corte e postura na 70ª Expoece.
Foto: Ismael Soares.

A busca por alternativas de renda e o fortalecimento do pequeno produtor rural têm impulsionado a avicultura de postura no Ceará. Para quem deseja estruturar uma criação caseira com capacidade inicial para 50 aves poedeiras, o investimento exigido gira entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, dependendo da raça da galinha.

​O grande atrativo do modelo de negócio é a liquidez e a rapidez do ciclo produtivo, que permite ao produtor colher os primeiros resultados financeiros no curto prazo.
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“Em três meses, o produtor já começa a ter retorno. Ele já começa a colher os primeiros ovinhos para o seu consumo e já pode começar a vender para o vizinho, vender na porta de casa, vender para uma lojinha”, diz.
Bárbara Dantas

Representante comercial da Instinto Animal Distribuidora

 

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Bárbara Dantas, da Instinto Animal Distribuidora, afirma que pós-venda é ponto crucial na venda de aves de postura e corte para produtor ter segurança no manejo.

Legenda: Bárbara Dantas, da Instinto Animal Distribuidora, afirma que pós-venda é ponto crucial na venda de aves de postura e corte para produtor ter segurança no manejo.
Foto: Ismael Soares.

 

Presente na 70ª Exposição Agropecuária do Ceará (Expoece), que vai até o dia 8 de novembro no bairro São Gerardo, a empresa de Caucaia projeta um crescimento expressivo no volume de vendas durante o evento, impulsionada pelo interesse de novos criadores.
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“Nossa venda de pintos foi um sucesso no ano passado, vendemos cerca de 3 mil. Este ano, estamos com o desafio de vender 5 mil aves aqui na Expoece. Aumentamos a meta e creio que vai dar certo, já que só no primeiro final de semana (da feira) já vendemos 25% da meta, superando as expectativas”, aponta Dantas.

 

 

A Instinto Animal Distribuidora atua há 10 anos no mercado cearenses e foca na distribuição capilarizada para atender tanto pequenos centros urbanos quanto o interior dos estados.

Atualmente, a empresa atende todo o território cearense e já começa a fazer entregas também no vizinho Piauí. ​Na Expoece, da remessa de 1 mil capotes, 950 já haviam sido negociados no quarto dia de feira.

Além disso, o estande também tem disponíveis para vendas codornas e acessórios de cuidado, como gaiolas, bebedouros e comedouros.

Mercado infantil representa 3% das vendas na feira agropecuária

Moradora do bairro Meireles, em Fortaleza, a pequena Lorena Alexandre, 3 anos, estava encantada com a exposição de pintinhos do pescoço pelado. Ela passeava com sua mãe, Graziella Viana, sua prima Maria Eduarda Palomino, 7 anos, e a tia, Gardênia Palomino — as duas últimas vindas de São Paulo.

 

Primas, Lorena e Maria Eduarda, convenceram as mães a levar um pintinho para casa como pet.

Legenda: Primas, Lorena e Maria Eduarda, convenceram as mães a levar um pintinho para casa como pet.
Foto: Ismael Soares.

 

Pela primeira vez na Expoece, a família aproveitou o passeio para conciliar com prática educativa. “Nós vamos levar o pintinho para que elas tenham essa experiência de cuidado, de saber que um ser vivo não é brinquedo, de ter a responsabilidade por uma vida. Além disso, tenho um sítio e assim que ele crescer um pouquinho, já vai ser criado solto por lá. Temos que ter essa responsabilidade também”, explica Graziella.

​Já Gardênia lembra que este tipo de passeio tem um valor grande para ela e sua filha, por conta dos laços com o sertão e com as “coisas do campo”. “Fiz questão delas terem contato com os bodes, de comer as comidas típicas, que acabamos também levando para São Paulo. Então, a Feira aqui está ótima para isso”, revela.

Assim, outro público ganha espaço de venda no evento: o consumo voltado para famílias e crianças. Estimado em cerca de 3% do volume total de vendas de pintinhos, esse nicho atrai moradores de áreas urbanas, exigindo uma abordagem comercial que inclui a venda de estruturas completas para a criação como pet.

Para viabilizar a permanência dos animais em ambientes urbanos sem gerar desconforto ou perdas precoces, o atendimento orienta a compra de pares e kits de manejo.

“É muito difícil a família levar um pintinho, porque a gente sempre explica que eles sobrevivem melhor com companhia. Para quem mora em apartamento ou condomínio, a gente também tem a gaiolinha e ensina todo aquele manejo diferenciado”, pondera Dantas.

Ela também enfatiza a necessidade de educar as famílias sobre o ciclo natural do animal. “O que tentamos sempre passar também é que a ave tem o seu tempo de vida e que, dependendo da relação emocional, depois que cresce ela cumpre o seu ciclo na cadeia alimentar. Tudo tem o seu tempo”, completa.

 

Lorena teve primeiro contato com pintinho na Expoece.

Legenda: Lorena teve primeiro contato com pintinho na Expoece.
Foto: Ismael Soares.

 

70ª Exposição Agropecuária e Industrial do Ceará

A Associação dos Criadores do Ceará (ACC), responsável pela Expoece, projeta movimentação financeira de R$ 30 milhões em toda a feira, 50% acima dos R$ 20 milhões negociados em 2025.

O número de expositores e empresas passou de cerca de 180, no ano passado, para mais de 360.

A edição de 2026 tem maior diversidade de setores. Além de empresas do agronegócio e de máquinas, participam representantes dos segmentos de veículos, energia solar, construção, varejo, eletrodomésticos e alimentos.

São esperadas mais de 300 mil pessoas nos nove dias de evento.

Expoece – 70ª edição

Quando: de 31 de outubro, a partir de 7h, a 8 de novembro, até as 22h
Local: Parque de Exposições Governador César Cals – São Gerardo

Confira a programação de shows aqui.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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