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Fraude bilionária no setor de plástico envolveu 60 empresas laranjas

Segundo a investigação, 3 grupos empresariais desviaram R$ 2,5 bilhões em esquema de fraude tributária no setor de plástico

Segundo a investigação, 3 grupos empresariais desviaram R$ 2,5 bilhões em esquema de fraude tributária no setor de plástico

Reprodução/Receita Federal
Imagem colorida mostra operação contra esquema de fraudes. Metrópoles

esquema bilionário de fraude tributária no setor de plásticos em São Paulo envolveu pelo menos 60 empresas laranjas. É o que dizem as autoridades responsáveis pela Operação Refugo, realizada nesta quinta-feira (14/5), contra três grandes grupos empresariais do setor.

A investigação apontou que o esquema criminoso sonegou mais de R$ 2,5 bilhões em impostos, por meio de empresas de fachada e emissão de notas fiscais “frias”, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

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Grupo usava empresas de fachada para burlar pagamento de impostos

Grupo usava empresas de fachada para burlar pagamento de impostos
Grupo usava empresas de fachada para burlar pagamento de impostos
Grupo usava empresas de fachada para burlar pagamento de impostos

Segundo a Receita Federal, os recursos desviados pelo esquema eram utilizados para pagamento de despesas pessoais dos empresários e pessoas ligadas aos beneficiários finais, incluindo pacotes turísticos, clubes náuticos, lojas de vinhos e aquisição de bens imóveis e móveis de luxo.


Como funcionava o esquema

  • Segundo as investigações, três grupos utilizavam empresas de fachada para gerar créditos tributários falsos.
  • Os produtos saíam diretamente de importadores, indústria de resina plástica e intermediários para indústrias de plástico e grandes recicladoras.
  • Então, as empresas de fachada emitiam notas fiscais frias para reduzir o pagamento de impostos federais e estaduais, como Imposto de Renda e ICMS.
  • O dinheiro era movimentado em um fluxo para ocultar o patrimônio dos beneficiários.

A Operação Refugo é realizada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), pela Secretaria da Fazenda e Planejamento, pelo Ministério Público de São Paulo e pela Procuradoria-Geral do Estado, além da participação da Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional.

Ao todo, mais de 530 agentes públicos cumprem 46 mandados de busca e apreensão em 14 municípios paulistas, incluindo a capital, Barueri e São Bernardo do Campo.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e as polícias Civil e Militar prestaram apoio. Com os documentos apreendidos, as autoridades buscam coletar provas para responsabilizar os envolvidos nas esferas tributárias e criminal.

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Carlos Alberto

Oi, eu sou o Carlos Alberto, radialista de Campos Sales-CE e apaixonado por futebol. Tenho qualidades, tenho defeitos (como todo mundo), mas no fim das contas, só quero viver, trabalhar, amar e o resto a gente inventa!

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